
Piranha Vermelha

Piranha Preta
As piranhas do Amazonas são peixes carnívoros conhecidos pelos seus dentes afiados como navalhas e uma forte mordida, habitando rios e lagos da região e servindo de alimento para populações locais.
Espécies como a PIRANHA VERMELHA (Pygocentrus nattereri) vive em cardumes e é encontrada em água barrentas e a PIRANHA-PRETA (Serrasalmus rhombeus) são solitárias e a maior espécie da região.
São facilmente atraídas por iscas de carne e sangue, sendo pescadas para consumo e uso tradicional dos dentes para confecção de pontas de flechas.
Piranha-Vermelha
Nativa, não endêmica e epicontinental, possuem coloração avermelhada, com cabeça e dorso acinzentados e alguns artigos chegam a registrar indivíduos de até 50 cm. Também são chamados de chupita, coicoa, piranha-caju e piranha-vermelha-da-amazônia.
Etimologia e Aspectos Culturais e Socioeconômicos – A piranha-vermelha é popularmente conhecida também por outros nomes no Brasil, como “piranha-caju” e apenas “piranha”, e em países como Colômbia e Bolívia é chamada de “piranã roja” e “palometa”, respectivamente.
Do Tupi-guarani, seu nome é composto de duas palavras: “pirá” (significado = peixe) + “ranha” (significado = dente). Seu nome científico, por sua vez, foi dado em homenagem ao naturalista Johann Natterer.
A espécie é de grande importância econômica devido aos trabalhos pesqueiros principalmente na região de Manaus, sendo uma das mais abundantes espécies no Amazonas. Em algumas regiões, a carne da piranha-vermelha é bastante apreciada, sendo pescada principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco e estimulante.
As tribos indígenas da Amazônia utilizam os dentes afiados das piranhas para confecção de pontas de flechas. Por ser um peixe que está sempre em procura busca de alimento, a piranha é facilmente atraída pelas iscas para captura. Os atrativos usados pelos pescadores são pedaços de carne com sangue, que são lançados na água. Quando criadas em aquários, devem ser mantidas isoladas dos demais peixes para que a piranha não se alimente deles.
Seu esqueleto ósseo de origem endocondral, maxilas e dentes esmaltados em sua mandíbula e sua respiração é feita pelas brânquias, também apresentam bexiga natatórias.
As piranha possuem corpo comprido em forma de disco, e possuem dentes em série única e resistentes, com hábitos predatórios. Essa subfamília é definida por apresentar uma quilha serrilhada formada de espinhos e padrões de coloração que variam, também se nota a presença de espinho pré-dorsal neste grupo.

Mandíbula de piranha-vermelha , mostrando os dentes afiados e triangulares
Embora seja extremamente variável em sua aparência, a piranha-vermelha herdou esse nome por conta de sua coloração ventral e mandibular avermelhada característica da espécie, geralmente mais intenso e profundo nos machos, que normalmente possuem o restante do corpo cinzento, com escamas salpicadas prateadas, as vezes marrom-cremoso nas laterais.
De porte médio, normalmente varia de 18 centímetros a 45 cm de comprimento e um peso calculado em 2,5 kg.
Habitat e Distribuição Geográfica – A piranha-vermelha é um peixe neotropical que ocorre nas Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, Atlântico Nordeste Oriental, Paraguai, Paraná e em açudes do Nordeste brasileiro.
Registrada sua ocorrência no Norte (Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Maranhão), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Pará).
A piranha-vermelha normalmente é encontrada em rios de água branca e em alguns riachos e lagos. Em certas áreas, pode habitar também florestas inundadas (tais como aquelas encontradas pela Amazônia brasileira).
Amplamente distribuída por todo o continente sul-americano, a piranha-vermelha é encontrada em rios tropicais de água doce na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
A piranha-vermelha é uma espécie onívora porém na maior parte do tempo seu hábito alimentar é piscívoro, e para se alimentar faz uso de suas forças mandibulares para arrancar pedaços da presa, podendo se alimentar de animais maiores. Costumam se alimentar de micro crustáceos, insetos, sementes ou nadadeiras de peixes menores, podem também se alimentar de qualquer animal terrestre pequeno que encontrar cruzando o rio ou lago, bem como frutas, sementes, algas e plantas aquáticas.
Por seu hábito oportunista acaba atacando demais peixes quando colocada em cativeiro juntamente a outros indivíduos e até mesmo em redes de pesca.
Ocorre em rios e lagoas de águas barrentas e vive em cardumes pequenos ou de até mais de 100 indivíduos, embora não apresentem um comportamento de caça em grupo. Ocasionalmente entram em um “frenesi”, onde o cardume ataca uma presa e a devora em poucos minutos. Esse comportamento particular contribui para a reputação da piranha-vermelha como predadora voraz, mas os “frenesis” normalmente não são ataques aleatórios, e geralmente são o resultado de provocação a elas ou por fome. São as piranhas mais agressivas da Amazônia mas são extremamente raros os casos de ataques a humanos.
Caso tenha um indivíduo ferido e/ou moribundo no próprio grupo, este pode ser atacado e devorado pelos seus companheiros, ocorrendo o canibalismo na espécie.
A espécie atinge maturação sexual quando indivíduos macho atingem 13 centímetros e as fêmeas 15 cm e quando estão em época de acasalamento adquirem uma coloração escura com belas escamas prateadas cintilantes. Sua reprodução ocorre no período de enchentes e a desova é fracionada (desova parcelada), ocorrendo por volta de Abril e Maio durante a estação chuvosa, geralmente com um pico ao longo de um período de dois meses, que pode variar dependendo da localização.
A fêmea põe cerca de 5.000 ovos sobre a vegetação recém-submersa em um ninho construído pelo macho. O macho constrói um ninho de folhas próximo à margem ou troncos, onde serão depositados e fecundados os ovos. Durante o processo de desenvolvimento dos ovos e larvas o macho defende ferozmente seu ninho e faz suaves movimentos com a cauda próximo ao ninho para melhorar a oxigenação e evitar a proliferação de determinados fungos e bactérias. Os alevinos, quando se tornam maiores, costumam se infiltrar no meio de cardumes de pacus pois se parecem muito com eles, e quando podem, devoram alguns indivíduos do grupo.
A carne da piranha-vermelha é consumida localmente, especialmente para o preparo do famoso caldo de piranha. Em algumas regiões, a piranha-vermelha é considerada um afrodisíaco e um estimulante.
Tradição Indígena: Os dentes afiados das piranhas são utilizados por tribos indígenas da Amazônia para a fabricação de pontas de flechas.

Piranha-Preta
A piranha-preta (Serrasalmus rhombeus) é a maior piranha da Amazônia, com indivíduos que podem atingir 40 cm de comprimento.
É encontrada em rios de água clara ou escura, lagos e florestas inundadas, sendo uma espécie carnívora e solitária que se alimenta de peixes e invertebrados. A mordida é forte, e as mandíbulas possuem dentes afiados e pontiagudos como navalhas.
Características Principais
Nome científico: Serrasalmus rhombeus. Tamanho: É a maior piranha da Bacia Amazônica, podendo alcançar 40 cm de comprimento.
Aparência: Possui corpo romboide e um pouco comprimido, mandíbula saliente e dentes afiados. Os indivíduos adultos têm coloração uniforme, do cinza ao preto, enquanto os jovens são mais claros, com manchas escuras.
Comportamento: Diferente da maioria das piranhas que vivem em cardumes, a piranha preta é solitária.
Habitat e Distribuição Habitat: Vive em rios de água clara ou escura, lagos, riachos e florestas inundadas.
Distribuição: A espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.
Dieta e Ecologia Alimentação: É uma espécie carnívora que se alimenta de peixes e invertebrados.
Ecologia: É onívora, e a maturidade sexual ocorre por volta de um ano de idade e comprimento de 15 cm.
Importância e Curiosidades Mordida: Possui uma das mordidas mais fortes entre as piranhas.
Pesca: A pesca de piranha-preta é uma atividade comum na região, mas requer cuidado devido aos dentes afiados e à força do peixe.
Amazônia, e, como tal, são muito tolerantes com os diferentes compostos químicos da água. Podem se adaptar bem em aquários.
Alimentação – É um peixe carnívoro, predador voraz, agressivo e normalmente solitário, alimentando-se de outros peixes menores, larvas de insetos aquáticos e crustáceos (camarões). No entanto juvenis e adultos costumam atacar e comer as nadadeiras de outros peixes .
Podem atacar também alguns animais terrestres que cruzam os rios. Seus ataques são agressivos e frenéticos, sendo considerada uma predadora voraz, com dentes afiados e apetite insaciável.
Sua reprodução ocorre durante a estação chuvosa. As fêmeas costumam ficar mais agressivas durante a época reprodutiva e ataques a pessoas que nadam em águas infestadas desses peixes podem ser fatais.

Espero que tenham gostado.
FONTE: Wikipédia, Google.
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