As SARDINHAS ou MANJUAS são peixes da família Clupeidae, aparentados com os arenques.
Geralmente de pequenas dimensões (10–15 cm de comprimento), caracterizam-se por possuírem apenas uma barbatana dorsal sem espinhos, ausência de espinhos na barbatana anal, caudal bifurcada e boca sem dentes e de maxila curta, com as escamas ventrais em forma de escudo.
Etimologia – É provável que a palavra “sardinha” tenha origem no nome da ilha da Sardenha, onde, um dia, já foram abundantes.
Segundo o Dicionário Aurélio, o nome se originou do termo latino ‘’Sardina’’. “Manjua” veio do francês antigo manjue. Descrição – São peixes pelágicos que formam, frequentemente, grandes cardumes e que alimentam importantes pescarias. Apresentam, distribuído em seu sistema sanguíneo, um importante lipídio: o ômega-3, que se julga ser um “protetor” do coração.
As sardinhas alimentam-se de plâncton.
As “sardinhas” de lata que se encontram nos supermercados podem ser de espécies variadas, desde sardinhas do género Sardina (as verdadeiras sardinhas) até arenques. O tamanho dos animais enlatados varia conforme a espécie. Sardinhas enlatadas de boa qualidade devem ter a cabeça e as guelras removidas antes de serem embaladas. Também podem
ser evisceradas antes do embale (tipicamente as variedades maiores).
Se não forem evisceradas elas devem estar livres de comida não digerida ou fezes (isto é feito tendo o peixe vivo dentro de um tanque o tempo suficiente
para que o seu sistema digestivo se esvazie por si mesmo).
Elas podem ser enlatadas em óleo ou em algum tipo de molho. As sardinhas assadas são um prato tradicional na cozinha portuguesa.
A sardinha capturada na costa portuguesa é a única espécie de peixe em toda a Península Ibérica a obter a certificação de qualidade, como resposta às preocupações sobre a sustentabilidade dos recursos. O certificado de pescado ambientalmente certificado. A sardinha portuguesa é pescada legalmente por quase meia centena em média de embarcações em todo país.
Portugal possui uma longa tradição na produção de conservas de sardinha, sendo a primeira fábrica desta natureza estabelecida no seu território em finais do século XIX. Durante a primeira metade do século XX, esta indústria conheceu uma grande expansão, devido à sua subsidiariedade em relação à indústria de guerra.
Principais Aspectos da Sardinha no Amazonas:
Espécies Principais: O grupo “sardinha” comercial inclui Triportheus elongatus, Triportheus angulatus (sardinhas da várzea) e Triportheus albus.
Produção e Consumo: A maior parte da captura ocorre no Amazonas (63%), com destaque também para a Amazônia Peruana (24%).
Comercialização: É encontrada em mercados de Manaus, muitas vezesncongelada e beneficiada (ex: 3 Rios Pescados), sendo classificada como mercado de segunda classe, mas muito popular.
Comparação: Diferente da sardinha do mar (Sardinella brasiliensis), a sardinha amazônica é um peixe de água doce.
Potencial: A matrinxã (Brycon cephalus) tem sido estudada como um substituto para a sardinha em conserva devido à queda na produção desta.
A sardinha é um dos muitos peixes consumidos na região, ao lado do jaraqui, tambaqui e pacu, com alta comercialização nas feiras, conforme dados de preços da SEPROR.
Ao mesmo tempo em que a Bacia do Rio Amazonas abriga a maior parte das espécies de peixes de água doce do mundo, a origem dessa extraordinária diversidade é um complexo quebra-cabeças que tem intrigado a comunidade científica há décadas.
Recentemente, uma parceria entre a Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e a Universidade de Genebra, na Suíça, resultou em uma publicação que ajuda a elucidar a evolução e diversificação dos peixes na Amazônia. Publicado na revista PLOS ONE no dia 20 de dezembro de 2017, o estudo descreve e quantifica, por meio de um modelo estatístico, a contribuição de múltiplos fatores à gênese da diversidade genética de uma espécie típica da Amazônia, a sardinha-comum (Triportheus albus).
Os pesquisadores escolheram a sardinha-comum como espécie representativa da Bacia Amazônia. Por apresentar grande abundância, por ser amplamente distribuída na região Amazônica, e por ser facilmente capturada, essa espécie se revelou um excelente modelo para testar hipóteses de diversificação. Amostras foram obtidas de diferentes tributários, incluindo os rios Madeira, Negro e Tapajós. Três populações geneticamente muito distintas foram identificadas pelos pesquisadores. “Fatores múltiplos, tais como a vegetação das várzeas e igapós, a química da água e a presença de corredeiras, antes propostos como fatores individuais, agem conjuntamente e em sinergia, causando a diferenciação da sardinha-comum em três linhagens evolutivas diferentes”, explica Luiz Jardim de Queiroz, primeiro autor do estudo. “Os três grupos identificados dentro da sardinha-comum são tão distintos que chegamos ao ponto de duvidar se poderiam ser três espécies em vez de uma única. Conduzimos análises para testar essa hipótese, mas todas foram consistentes em indicar que se tratam, por enquanto, de apenas três populações de uma mesma espécie”, revela Gislene Torrente-Vilara, coautora do estudo. Entretanto, considerando que a variação genética em uma espécie é a base para a especiação, é possível que as três populações identificadas venham a se tornar distintas espécies ao longo do tempo evolutivo, caso se mantenham isoladas.
Comentários
-
15 set 2026
ACA participa de encontro da FIEAM com candidatos ao Governo do Amazonas sobre os desafios da indústria
-
Evento
14 set 2026
ACA contribui com ação do DIPVES em celebração ao Dia das Crianças do projeto Bombeiro Mirim em Iranduba
-
Evento
14 set 2026
ACA participa de debate nacional sobre impactos do split payment nos negócios
-
11 set 2026
ACA participa de reunião com presidente do BNDES sobre crédito e instrumentos de apoio às empresas do Amazonas