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Os maiores municípios do Amazonas por população – Barcelos

Por Paulo Almeida Filho

11 de novembro de 2022 às 12:03 Compartilhe

BARCELOS é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertence à Região Geográfica Intermediária de Manaus e Região Geográfica Imediata de São Gabriel da Cachoeira.

 

Fundado em 1728 é elevada à vila em 6 de maio de 1758, é uma cidade histórica, tendo sido a primeira capital da província do Amazonas antes de a sede administrativa ser transferida para Manaus.

 

A história da cidade de Barcelos teve início em 1728 com o nome de Missão de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá (mari = grande; iuá = braço); significa, portanto, braço grande ou grande braço do Rio Negro) pelo Frei Carmelita Matias de São Boaventura, vindo do Rio Japurá.

 

Em 1754 o Capitão Francisco Xavier Mendonça Furtado chega à Mariuá, para cumprir tratado de limites entre Portugal e Espanha, fica por dois anos na Vila e executa as primeiras obras no lugar.

 

Em 6 de Maio de 1758 a Aldeia de Mariuá é elevada a categoria de Vila com foros de capital da Capitania de São José do Rio Negro, tendo como primeiro Governador Joaquim de Melo e Póvoas. A partir daí, passou a ser chamada de BARCELOS, em homenagem a cidade portuguesa do Minho, obedecendo, assim, normas contidas no Diretório dos Índios que estabelecia que os nomes das povoações indígenas devessem ser mudados para nomes portugueses.

 

A cidade de Barcelos teve origem em uma aldeia dos índios Manau, chamada Mariuá, localizada no médio Rio Negro.

 

Situa-se na margem direita do Rio Negro, a 405 km de Manaus (656 km por via fluvial). Seus limites são a Venezuela a noroeste e norte; os municípios roraimenses de Iracema a nordeste e Caracaraí a leste; Novo Airão a sudeste e sul; Codajás e Maraã a sudoeste; e Santa Isabel do Rio Negro a oeste.

 

Sua área, que é de 122.476 km², faz do município o maior do estado do Amazonas em área territorial, e o segundo maior do Brasil, atrás apenas de Altamira, no estado do Pará. Também integra a lista dos maiores municípios do mundo em área territorial.

 

A área representa 7.7973 % do Estado, 3.1784 % da Região e 1.4415 % de todo o território brasileiro. Caso Barcelos fosse um estado do Brasil seria maior que vários estados, como Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro, entre outros. O território do município é marcado pelo arquipélago de Mariuá, o maior arquipélago fluvial da Terra.

 

A Aldeia de Mariuá foi construída pelo tuxaua Camandri, da nação Manau, à margem direita do Rio Negro sendo o primeiro registro daquilo que seria futuramente a cidade de Barcelos.

 

Barcelos é nome que tem origem no latim. Sobrenome português toponímico, nome de uma cidade em Portugal (Barcelos), ou seja, de origem geográfica. O nome tem origem no pré-
romano “Barcela”, que significa pequeno terreno, próximo a um rio que é inundado ou alagado com frequência.

 

A missão progrediu rapidamente e aos Manau juntaram-se Barés, Banibas, Passés e Uerequenas, e anos depois Frei Matias é substituído por Frei José de Madalena.

 

Em 1754 o governador Francisco Xavier Mendonça Furtado chega a Mariuá, para cumprir tratado de limites entre Portugal e Espanha, fica por dois anos na Vila e executa as primeiras obras no lugar.

 

Em 1758 a aldeia foi elevada à categoria de vila com o nome de Barcelos e se transformou na primeira capital da capitania de São José do Rio Negro, atual Amazonas.

 

Barcelos está cercado de água por todos os lados, o que lhe confere algumas peculiaridades. A frota de carros de Barcelos é mínima. Circulam pela cidade apenas sete automóveis, cinco caminhões e 19 caminhonetes. Como em outras cidades pequenas, o número de motos é maior 180, entre motocicletas e motonetas.

 

Com apenas uma agência bancária, Barcelos não tem uma economia muito diversificada. As principais culturas são banana, arroz e mandioca, mas os 516 ha de lavoura permanente e os outros 11.467 ha de lavouras temporárias não são suficientes para suprir todos os alimentos aos habitantes. Ela importa a maioria dos gêneros alimentícios que consome. A criação de animais também é só para subsistência.

 

Em 1788 o Coronel Manuel da Gama Lobo D’Almada é nomeado Governador da Capitania e três anos mais tarde a sede da capitania passa para o Lugar da Barra (Manaus), retornando à Barcelos em 1799.

 

Quando da instalação da Capitania de São José do Rio Negro pela Carta Régia de 03 de março de 1755 de autoria de D. José I (Rei de Portugal), o Capitão General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, elevou a Aldeia (missão) de Mariuá à Categoria de Vila com foros de Capital da Capitania, em 06 de maio de 1758, tendo sido seu primeiro governador o Sr. Joaquim de Melo e Póvoas.

 

Em 1808 a sede é transferida definitivamente para o Lugar da Barra, e em 1806, obedecendo a ordens do Governador Joaquim Vitório da Costa, são demolidos todos os prédios da Vila de Barcelos, à exceção do Palácio, da Provedoria e da Igreja.

 

O município foi criado em 1931.

 

A partir dessa transferência, Barcelos entrou num profundo estado de decadência, ficando na condição de simples Comarca. Somente com a chegada dos salesianos no início do século XX é que começou a erguer-se novamente e, através do Decreto-Lei estadual nº 68, de 31 de março de 1938, Barcelos recebeu foros de cidade. Trinta anos mais tarde é reconhecido como área de segurança nacional pela Lei Federal nº 5.449 de 04 de junho de 1968.

 

Clima – Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1975, 1981 a 1986 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Barcelos foi de 15,7 °C em 21 de novembro de 1969, e a maior atingiu 39,1 °C em 13 de outubro de 1997. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de milímetros (mm) em 171,9 mm em 12 de março de 2005. Maio de 1966, com 588,5 mm, foi o mês de maior precipitação.

 

Há na cidade, de acordo com o censo agropecuário de 2006, 529 porcos, 1.781 aves e apenas 78 bois.

 

A principal atividade econômica do município é a produção de peixes ornamentais, tanto para o mercado nacional quanto para o internacional. O município também atrai turistas interessados em pesca esportiva, por sua fama de ter a maior concentração de Tucunarés da Amazônia. Os praticantes devolvem os peixes para o rio depois de registrar seu peso e tamanho e, claro, tirar uma foto. Tem como sua principal fonte de renda a pesca sustentável de peixes ornamentais, destacando-se pela grande produção e pela exportação dos mesmos.

 

Barcelos exporta mais de 20 milhões de peixes para todo o mundo, principalmente para o Japão, sendo que de cada cinco peixes exportados, um é o cardinal.

 

Mas o grande destaque de Barcelos é a natureza que o cerca, ainda em bom estado de preservação. Em seu território estão o Parque Nacional do Jaú, o Parque Estadual da Serra do Aracá, a Resex do Rio Unini, a RDS Amanã e boa parte do Arquipélago de Mariuá. Graças à grande quantidade de água na região, a vegetação de Barcelos deleita os olhos com orquídeas e bromélias.

 

A produção agrícola, baseada nas culturas de banana, açaí, castanha, macaxeira e mandioca, e não supre as necessidades do município, Tem como sua principal fonte de renda a pesca sustentável de peixes ornamentais, destacando-se pela grande produção e pela exportação dos mesmos.

 

Barcelos possui um bom potencial turístico. Uma cidade cercada de águas, um de seus grandes atrativos turísticos é a pesca desportiva e seus parques de conservação. As principais atrações turísticas existentes são:

 

Por ter sido criada de maneira ordenada, a missão progrediu rapidamente. O próximo passo foi catequizar os nativos, e para isso, o Frei Matias contou com a mão forte do índio mais influente. Aos Manáos juntaram-se depois índios Barés, Baniwas, Passés e Uerequenas, uma população de cerca de dois mil silvícolas.

Barcelos, final do século XVIII. Barcelos

 

Barcelos possui a maior concentração de peixes tucunarés de toda a Amazônia. O maior peixe tucunaré já pescado na história foi em Barcelos, com 12,445 kg. A pesca desportiva é muito valorizada pelos seus habitantes e ecologicamente correta.

 

Barcelenses ilustres – Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, escritor e Fábio Pereira de Lucena Bittencourt, senador da República.

 

 

Planta Detalhada da Vila de Barcelos de 1762 , onde mostra toda estrutura e prédios existentes na Vila de Barcelos.

 

Prospecto da pintura que fez o capitão Antônio José Landi na capela-mor da Igreja Matriz da Vila Capital de Barcelos, no ano de 1785, grátis. Deu-o para o Real Gabinete de História Natural.

 

Porção do Rio Negro e Amazonas, entre as duas vilas de Barcelos e Óbidos, segundo a antiga carta do Estado.

Espero que tenham gostado.
Paulo Almeida Filho – Inativo/Am
FONTE: Wikipédia, Google, FIBGE, Google Earth.

 

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