
O AVIAQUÁRIO MUNICIPAL DE MANAUS foi um antigo centro de visitação localizado na Praça XV de Novembro, no centro da cidade, que abrigava animais amazônicos.
Inaugurado em 1937, funcionou até a década de 1940, e depois passou por algumas reformas e mudanças de nome, incluindo a instalação de um parque infantil e atividades pastorais, antes de ser finalmente desativado e demolido.
Histórico do Aviaquário Inauguração – Em 1936, por meio do Decreto Municipal 39, de 7 de abril, o então prefeito Antonio Maia criou um Parque Zoológico, constituído de um aviário aquário municipal. O Aviaquário foi inaugurado em 21 de abril de 1937, com o objetivo de exibir a fauna aquática amazônica.
O Aviaquário Municipal de Manaus, um dos mais icônicos pontos de visitação da capital amazonense, marcou época com sua proposta inovadora de reunir a fauna aquática e aviária da região amazônica em um único local.
Localizado na área da Praça XV de Novembro, no centro de Manaus, o Aviaquário tornou se um ponto turístico muito popular entre moradores e visitantes. Quem desejava conhecer de perto as belezas naturais da Amazônia fazia questão de incluir esse espaço no roteiro.
Contava com uma ampla variedade de espécies de peixes e aves, que podiam ser admirados de perto em tanques e gaiolas cuidadosamente projetados.
Esses recintos buscavam garantir o bem-estar dos animais, um aspecto bastante inovador para a época. Os visitantes se encantavam especialmente com os pássaros que voavam livremente em um espaço amplo e arejado, proporcionando uma experiência imersiva e inesquecível.
Atração Popular: Durante muitos anos, foi um ponto turístico muito visitado por moradores e turistas, que podiam conhecer de perto diferentes espécies de animais da região.
Em 1958, o terreno foi transferido para a Arquidiocese de Manaus, e em 1963, um parque infantil foi construído no local.
Nesse mesmo ano, ainda em construção, recebeu o parque duas denominações. A primeira, Jardim Zoológico do Amazonas, e a segunda, e definitiva, Aviário-Aquário Municipal.
Reativação e Novo Fechamento: O Aviaquário foi reativado em 1979, com mais animais e espaço para artesanato, mas foi desativado no final da década de 1980.
Demolição: Os restos do antigo Aviaquário foram demolidos em 2013, após solicitação da Arquidiocese de Manaus.
Atualmente: A área onde o Aviaquário funcionava hoje abriga atividades pastorais da Paróquia Nossa Senhora da Conceição.
Apesar de não existir mais fisicamente, o Aviaquário Municipal de Manaus ainda é lembrado com carinho pela população, que guarda boas recordações de sua época de funcionamento.
Atualmente, existe um projeto para a construção de um novo aquário municipal no centro histórico de Manaus, com cinco andares e vista para o Rio Negro, como parte do programa “Nosso Centro”, de acordo com a Prefeitura.
O pátio da escadaria da Igreja da Matriz contava com o Aquário Comandante Armando Pinna e até um pequeno zoológico.
Muito amazonense talvez ainda lembre, mas para as gerações mais jovens o Aviaquário Municipal pode causar estranheza. No dia 21 de abril de 1937, a capital Manaus, recebeu o aviaquário, um espaço com aves e peixes em exposição, no pátio da escadaria da Igreja da Matriz, no Centro da cidade.
De acordo com o historiador Otoni Mesquita, o Aviaquário Municipal de Manaus foi a principal obra do Prefeito Antônio Maia.
A ideia era que o espaço fosse uma demonstração da biodiversidade da Amazônia, assim como a negociação de peixes e outras espécies, principalmente, para a venda de alevinos (peixes recém-saídos do ovo).
A criação do aviaquário chamou a atenção do público.
Inclusive, outros lugares da cidade receberam um espaço que destacava as belezas da fauna amazônica. “Algo semelhante foi aplicado no General Osório com a ajuda do 27º Batalhão de Caçadores, onde hoje funciona o Colégio Militar”.
Alguns anos depois, em 1979, o espaço voltou a funcionar, mas, dessa vez, com um número maior de animais.
Apesar da “sobrevida”, o aviaquário fechou as portas no fim dos anos 80, encerrando completamente as atividades.
Otoni Mesquita lembra com carinho do espaço, que fez parte da sua infância. “Era uma grande atração nos anos 60. Quando reabriu como Parque da Criança, uma obra do prefeito Josué Cláudio de Souza, virou um sucesso total. Bons momentos que a capital amazonense viveu”, relembrou o historiador.
A inauguração do então Aviaquário ocorreu em 21 de abril de 1937, com um conjunto de variadas espécies de animais amazônicos, e manteve seu funcionamento normal até meados da década de 1940.
Ao final da década seguinte, pela Lei Municipal 647, de 30 de junho de 1958, ocorreu a transferência do terreno para a Arquidiocese de Manaus.
Em 1963, a prefeitura ali construiu assim um parque infantil, denominado Dom João de Souza Lima. A reinstalação do Aviaquário Municipal aconteceria em 1979, com exemplares de animais variados, espaço para venda de artesanato e um centro de artes coordenado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Parque Dom Basílio Ferreira, foi assim mencionado a partir de 1980, em documentos oficiais.
O então Aviaquário teve sua desativação no final de 1980. O local serve às atividades pastorais da então Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.
Além de ser um centro de entretenimento, o Aviaquário desempenhou um papel fundamental na educação ambiental. O local promovia exposições temáticas, palestras e atividades interativas que visavam conscientizar o público sobre a importância da preservação da fauna e da flora da região amazônica. Era um espaço onde o aprendizado e a diversão caminhavam juntos, despertando em muitos visitantes o interesse pela natureza e pela conservação ambiental.
O Aviaquário foi também um reflexo do desenvolvimento de Manaus, que buscava modernizar-se sem perder sua identidade regional. Ele representava um compromisso com a valorização do patrimônio natural da Amazônia, em um período em que iniciativas de preservação ainda eram pouco difundidas. Esse pioneirismo consolidou o Aviaquário como um marco histórico na cidade.
Apesar de seu impacto positivo, o Aviaquário enfrentou desafios ao longo dos anos. Durante as décadas de 1940 e 1950, dificuldades administrativas e a falta de recursos levaram à desativação temporária do espaço.
Em 1963, o local foi convertido em um parque infantil, mas a saudade do Aviaquário permanecia viva entre os manauaras. Em 1979, ele foi reativado com um número maior de animais e novas atrações, como a venda de artesanato e um centro de artes coordenado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Mesmo com essas iniciativas, o Aviaquário foi novamente desativado no final da década de 1980, encerrando definitivamente suas atividades. O local, que abrigou tantas memórias e experiências, foi transformado em um espaço para atividades pastorais da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Mais tarde, os resquícios do antigo Aviaquário foram demolidos para dar lugar a outros projetos urbanos.
Atualmente, iniciativas de revitalização da área onde o Aviaquário estava localizado buscam resgatar a memória desse espaço icônico. Além disso, a história do Aviaquário continua sendo uma fonte de inspiração para aqueles que lutam pela conservação da biodiversidade amazônica. A experiência de unir educação ambiental e lazer em um só local serve comoexemplo para futuros projetos.
O Aviaquário Municipal de Manaus é mais do que uma lembrança; é parte da identidade da cidade. Sua história reflete o amor dos manauaras pela natureza e sua determinação em preservar as riquezas da região. Que essa memória continue a inspirar gerações e a reforçar a importância de proteger o que temos de mais valioso: a biodiversidade da Amazônia.
FONTE: Wikipédia, Google, Instituto Durango Duarte,

Imagens retiradas do livro “Manaus, entre o passado e o presente”, do escritor Durango Duarte.
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