Mas, você sabia que existe também a lenda do RIO AMAZONAS?
Essa lenda de origem amazônica, conta a história desse grande Rio através de uma história de amor entre dois jovens indígenas, que não podiam viver esse grande amor.
“AYAKAMAÉ” é uma lenda indígena que narra a origem do Rio Amazonas, onde o rio é visto como fruto do amor impossível entre o Sol e a Lua. O termo “Ayakamaé” deriva do tupi, unindo “aya” (rio) e “kamaé” (amor), simbolizando a transformação da dor da separação em força e beleza do rio. A lenda indígena narra a história da criação do Rio Amazonas.
A lenda: A história conta que o Sol e a Lua eram apaixonados, mas Tupã, o criador, os separou, condenando-os a brilhar em momentos diferentes.
A LUA, em profunda tristeza pela impossibilidade de encontrar seu amor, chorou por um dia e uma noite.
Essas lágrimas, rejeitadas pelo mar, escorreram pela terra, formando o Rio Amazonas.
Importância cultural: A lenda do Ayakamaé é frequentemente utilizada em festas populares e em enredos de escolas de samba, como a Mocidade Alegre de São Paulo, para
celebrar a cultura e a natureza da Amazônia.
A música “Amazonas Ayakamaé” do Boi Caprichoso, é um exemplo de como a lenda é utilizada para exaltar a beleza e a importância do rio para a região.
As águas formadas com as lágrimas da lua escavaram um imenso vale, onde também muitas serras se levantaram.
Um imenso rio apareceu inundando vales, florestas e lugares sem fim.
Eram as lágrimas da LUA, que de tanta tristeza, formaram o Rio Amazonas, o Rio-Mar da Amazônia.
O Rio Amazonas tem sua origem na nascente do rio Apurímaque (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no oceano Atlântico, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímaque, Ene, Tambo, Ucaiáli e Marañón (Amazonas).
Lenda das lágrimas da Lua: A Lua, ao saber que seu casamento com o Sol era impossível devido à destruição que causaria na Terra, chorou por um dia e uma noite.
No desespero da saudade, a Lua chorou durante todo um dia e uma noite. Suas lágrimas escorreram por morros sem fim até chegar ao mar.
Mas o oceano, bravio, não queria aceitar tanta água.
A sofrida lua não conseguiu misturar suas lágrimas às águas salgadas do mar e foi assim que algo estranho aconteceu.
Outra versão narra que a origem do rio está ligada a uma grande COBRA marrom que teria sido a responsável por criar o leito do rio.
Há muitos anos, moravam na selva amazônica dois noivos apaixonados que sonhavam ser um casal.
Ela vestia-se de prata e seu nome era Lua.
Ele vestia-se de ouro e o seu nome era Sol.
Lua era a dona da noite e Sol era dono do dia.
Apesar de apaixonados, como poderiam se casar?
A Lua apagaria o fogo? O Sol faria toda a água evaporar?
Apaixonados, se separaram e nunca puderam se casar.
Os noivos ficaram tristíssimos.
Segundo a Lenda Maué, da primeira água e origem do rio Amazonas, Icuamã, Ocumató e Onhiamuaçabê eram irmãos.
Um dia, Icuamã deu uma festa e convidou todos os bichos.
Os índios-peixe, Jeju e Mantrinchão, ficaram na porta conversando.
O filho de Icuamã ficou curioso e aproximou-se para ouvir o que eles diziam.
Falavam erradamente. O indiozinho começou a corrigi-los e eles, de raiva, fizeram tal feitiçaria que ele morreu.
Icuamã jurou a si mesmo que vingaria a morte do filho.
Levou-o até uma clareira, no meio da floresta; depositou-o no chão, dividiu-o pela metade e enterrou os pedaços.
Alguns dias depois, brotaram plantinhas; de um pedaço nasceu o timbóurucuócuhup, o falso timbó.
Do outro, nasceu o timbó-ocuhén, o verdadeiro.
Perto da casa de Ocumató, morava Sucuri-Tenon, cujo filho, o Sucuri-Pacu,
estava proibido pelo pai de ir ver seus tios feiticeiros, Jeju e Traíra.
Mas o menino ouviu dizer que Jeju tinha inventado a primeira água e foi à casa deles.
A tia lhe mostrou uma pequena poça.
O menino achou muito pequeno.
A tia, zangada, fez feitiçaria e ele, meio tonto, voltou para casa.
Sucuri-Tenon logo adivinhou o que havia acontecido.
“É feitiçaria! Quem o enfeitiçou tem o remédio. Vai buscá-lo.”
O curumim obedeceu.
Retornou a casa dos tios.
Nesse tempo, o Jeju regressou, bebeu um pouco de água da poça e cuspiu-a em uma cuia.
Daí a pouco, apareceu o indiozinho queixava-se de dor de cabeça.
Jeju deu-lhe a água da cuia. Quando ele terminou de tomá-la, sua barriga doía muito e começava a estufar.
Implorou ao tio que passasse o maracá de pajé (chocalho) sobre sua barriga, para aliviar a dor.
Jeju atendeu. Passou o maracá 1, 2, 3 vezes. E a barriga explodiu.
Dela, verteu água que foi crescendo, encheu a casa, saiu pelo terreiro, sempre subindo.
Jeju correu.
Ao ver a água pela primeira vez, os índios-pássaros voaram sobre ela, desceram nos galhos da margem e ficaram a olhar.
O sapo não esperou e foi para o fundo, cantando de satisfação. É por isso que ele tem, ainda hoje, a voz rouca.
Chamado por Jeju, o Sucuri-Tenon veio saber o que havia.
O feiticeiro pediu-lhe que fosse andando na frente, abrindo caminho para a água. “Mas não olhe para trás!” advertiu-o.
O Sucuri não deu importância e prosseguiu.
Tanto olhou para trás que os rios ficaram com o curso todo sinuoso.
Atraídos pelo rio, os índios-peixe mergulharam.
A notícia espalhou-se e Icuamã descobriu que foram os índios-peixe que mataram seu filho.
Com Ocumató e muitos índios, organizou um mutirão.
Pegaram timbó e entraram no rio, batendo a planta na água.
Envenenados, os peixes vieram à tona mortos.
O índio-onça e a mulher não gostaram daquilo.
Também mergulharam. Imediatamente, o timbó perdeu a força. Icuamã, com
raiva, agarrou os dois e matou-os. Arrancou seus olhos e enterrou-os.
Deles nasceram as castanheiras.
Assim surgiu o rio Amazonas, cujo volume de água é superior ao de todos os outros rios do mundo e, é um sistema sinuoso de canais, na maior parte de seu curso através da floresta.
Aí vive o Sucuri-Tenon que, de tanto dar voltas, terminou virando cobra.
Espero que tenham gostado.
Paulo Almeida Filho – Aposentado/Am
FONTE: Wikipédia, Google, Letras e músicas.

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