Imprensa

Histórias e Lendas do Amazonas

Histórias e Lendas

JAGUATIRICA

Por Paulo Almeida Filho

9 de fevereiro de 2026 às 12:51 Compartilhe

 

A JAGUATIRICA (nome científico: Leopardus pardalis), também conhecida como ocelote,é uma espécie de mamífero carnívoro pertencente à família dos felídeos, sendo um dos dez representantes do gênero Leopardus. São reconhecidas dez subespécies, com o gato-maracajá (L. wiedii) sendo a espécie mais próxima da jaguatirica. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas já foi extinta em algumas regiões de sua distribuição geográfica. Habita todos os tipos de ambiente ao longo de sua distribuição geográfica, até cerca de 1200 m de altitude. É um felídeo de porte médio, com 72,6 a 100 centímetros de comprimento e peso entre 7 e 15,5 quilos. O padrão de coloração da pelagem é muito semelhante ao do gato-maracajá (L. wiedii), mas a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta. É um animal solitário, noturno, territorial e os machos possuem territórios que se sobrepõem sobre os de várias fêmeas. Alimenta-se principalmente de roedores, mas também de animais de porte maior como ungulados, répteis, aves e peixes. Caça à noite, formando emboscadas. Alcança a maturidade sexual entre 26 e 28 meses de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente um filhote por vez, com cerca de 250 gramas. Geralmente, filhotes nascem a cada 2 anos. Em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos, o dobro da sua longevidade no estado selvagem.

A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais lista a jaguatirica como estado de conservação “pouco preocupante” e ela está incluída no apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. É o mais abundante dentre os felídeos sul-americanos, apesar de as populações estarem decaindo. A situação de conservação varia, e é listada como “vulnerável” na Colômbia e Argentina. No Brasil, apenas a subespécie L. p. mitis foi considerada em alguma categoria de ameaça, mas atualmente ela não figura na lista nacional. Já foi muito caçada por conta do comércio ilegal de peles e vendida como animal de estimação, mas a maior ameaça é a destruição e degradação do habitat. A sua beleza e relativa docilidade já fizeram com que a jaguatirica fosse desejada como um animal de estimação exótico. Por ser de porte relativamente menor, a espécie não traz problemas com ataques a seres humanos, mas pode causar problemas com ataques a galinheiros. Nomes populares e etimologia – Este animal também é conhecido como jacatirica, maracajá e maracajá-açu, ocelote ou simplesmente gato-do-mato. Em espanhol ela pode ser chamada por ocelote, manigordo, gato onza, gato tigre, tigrillo e tigre chico. Ocelot é o termo em inglês para a jaguatirica. Conforme explica Eduardo Navarro em seu Dicionário de Tupi Antigo (2013), o termo “jaguatirica” tem origem na língua tupi, através da junção dos termos îagûara (“onça”) e tyryka (“recuo, afastamento, fuga”), significando, portanto, “onça que se afasta”. Já o termo “ocelote” provém do náuatle ocelotl, que significa “onça”. O nome científico, Leopardus pardalis, é uma origem grega (mas latinizadas) leopardus e pardus. combinação das palavras de Leopardus pode ser traduzido como “leopardo”, que, literalmente, é uma composição das palavras “leão” e “pantera”. Já pardus significa “pantera”, descrita como um felino de grande porte e malhado.

A jaguatirica foi inicialmente colocada dentro do gênero Felis, que compreende o gato doméstico, e foi descrita por Carlos Lineu, em 1758, como Felis pardalis. Atualmente está incluída no gênero Leopardus, grupo monofilético da família dos felídeos (Felidae) e subfamília dos felíneos (Felinae). Várias revisões sistemáticas justificaram uma classificação separada dos felídeos sul-americanos daquelas espécies do gênero Felis stricto sensu e desde então ela vem sendo corroborada por diversos estudos de filogenia. Variação geográfica e subespécies – Estudos com DNA mitocondrial mostraram que as populações da América Central e do sul da América do Sul formam dois grupos monofiléticos separados, mas as populações do norte da América do Sul estão separadas em dois grupos: populações que ocorrem na Guiana Francesa e norte do Brasil e as populações que ocorrem no Panamá, Venezuela, Trindade e norte do Brasil. A jaguatirica (Leopardus pardalis) é um felino de médio porte que habita a Amazônia e desempenha um papel crucial no ecossistema, ajudando a controlar populações de pequenos mamíferos, aves e répteis. Apesar de sua ampla distribuição na região, enfrenta ameaças como a perda de habitat. Em casos de apreensão, o animal é encaminhado a órgãos como o IBAMA para reabilitação e posterior reintrodução na natureza, conforme as leis ambientais brasileiras.

Características e ecologia:
 Tamanho: É um felino de médio porte, com peso variando entre 6,6 e 18,6 kg.
 Distribuição: Ocorre em grande parte das Américas, incluindo a Amazônia, onde é um dos maiores felinos da região.
 Função ecológica: Atua como um predador de topo, mantendo o equilíbrio da fauna ao controlar as populações de outros animais. Ameaças e conservação
 Perda de habitat: A principal ameaça à espécie na Amazônia é a perda de seu habitat, embora a densidade populacional ainda seja considerada alta na região.
 Proteção legal: A caça e a posse de animais silvestres são crimes ambientais previstos na legislação brasileira.
 Reabilitação: Quando resgatada, a jaguatirica é encaminhada ao IBAMA para reabilitação e, quando possível, devolvida à natureza.

Curiosidades
 Nomes populares: É conhecida na Amazônia como maracajá-açu ou gato-do-mato.
 Monitoramento: A presença do animal é um indicador importante da saúde do ecossistema, e seu monitoramento é essencial para entender a dinâmica da floresta.
 Observação: Por ser uma espécie noturna e esquiva, o estudo e monitoramento na Amazônia são desafiadores e frequentemente realizados com armadilhas fotográficas.
 Uso do habitat pela jaguatirica (Leopardus pardalis) na Amazônia. A jaguatirica Leopardus pardalis é um felino neotropical de médio porte (6,6–18,6 kg) com ampla
distribuição geográfica nas Américas.

 

Espero que tenham gostado.
Paulo Almeida Filho – Aposentado/Am
FONTE: Wikipédia, Google, Manaus de antigamente.

 

Comentários

Buscar

Compartilhe

JAGUATIRICA

Guia de Associados