Na semana passada, participei de um café muito especial com o cônsul de Portugal em Belém, Jorge Teixeira de Sampayo, cônsul Honorário de Portugal em Manaus, Antônio Humberto de Matos, além é claro, do presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Loureiro Pinheiro. Nosso encontro reuniu vários empresários e o foco da conversa foi bem claro: como podemos trabalhar juntos para gerar bons negócios?
Quando paramos para pensar, a ligação entre a Amazônia e Portugal tem um potencial gigantesco. E, ao analisar essa oportunidade, percebo como duas grandes paixões do meu dia a dia se complementam perfeitamente para fazer essa parceria sair do papel: a ACA (Associação Comercial do Amazonas) e o SIAM (Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus).
Pensa comigo: a ACA é quem constrói a ponte. Ela conecta empresários, facilita o diálogo com representantes de outros países e abre as portas do mercado. É a instituição que prepara o terreno. Já o SIAM é quem “coloca a mão na massa”. Nós cuidamos da indústria, da transformação do nosso alimento e da inovação dentro das fábricas. E qual é o nosso grande trunfo nessa relação com os portugueses? A bioeconomia.
A gente ouve muito essa palavra hoje em dia, mas o que ela significa na prática? Significa pegar a riqueza gigante da nossa floresta, nosso açaí, cacau, cupuaçu, castanha e tantas outras, e transformar isso em produtos de alto valor, gerando emprego e renda, sem derrubar a mata.
Do nosso lado, temos a maior biodiversidade do planeta. Do lado deles, Portugal se tornou um enorme polo de inovação na Europa. Eles têm tecnologia de ponta, pesquisas fortes e, de quebra, são uma porta de entrada fantástica para o mercado consumidor europeu. Juntando a nossa matéria–prima amazônica com a tecnologia e a vitrine deles, as oportunidades são incríveis. O que podemos fazer juntos, na prática? Podemos unir o conhecimento sobre a Amazônia aos laboratórios e startups da Europa, criando alimentos e produtos inovadores que o mundo inteiro quer consumir. Mas não para aí! Com a ajuda deles, podemos melhorar ainda mais os nossos processos na indústria de alimentos da região, conquistando selos internacionais de qualidade para exportar nossos produtos direto para a mesa dos europeus. Além disso, atrair bons investimentos: A Europa está cheia de investidores buscando negócios sustentáveis, a famosa “economia verde”. A Amazônia é o lugar perfeito para receber esse tipo de investimento.
Esse encontro com o cônsul Jorge Teixeira de Sampayo foi um ótimo primeiro passo. Pela ACA, vamos continuar abrindo esses caminhos pelo mundo. Pelo SIAM, vamos preparar nossa indústria para agarrar essas oportunidades. O futuro é verde, é inovador e é feito de colaboração. E a Amazônia, com as parcerias certas, tem tudo para ser a grande protagonista dessa história.
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