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Além Do Feed: Por Que A Zona Franca De Manaus É O Motor Que O Brasil (E O Mundo) Precisam

Por Pedro Monteiro

15 de maio de 2026 às 20:10 Compartilhe

Dias atrás, as redes sociais foram inundadas por um daqueles debates que mostram como muita gente ainda vive numa bolha quando o assunto é a Amazônia. Um vídeo cheio de polêmica tentou colocar a Zona Franca de Manaus na berlinda, dizendo que produzir “no meio da floresta” é um erro, que a nossa logística faliu e que o resto do Brasil paga mais caro só para garantir o emprego de quem mora no Norte. Como presidente do SIAM e alguém que vive o dia a dia dessa engrenagem, deu aquela vontade de responder no ato. Afinal, a internet aceita qualquer opinião, mas a realidade dos fatos exige responsabilidade. Bora entender, de forma simples e sem complicação, por que a Zona Franca não é um peso para o bolso de ninguém, mas sim um orgulho nacional?
Vamos começar quebrando o primeiro mito: o de que o nosso modelo faliu. Se você anda de moto pelo Brasil, há uma chance gigantesca de que ela tenha sido montada bem aqui, pertinho do rio Amazonas.

O nosso Polo de Duas Rodas é, simplesmente, o maior do planeta fora do eixo asiático. E os números não mentem. Fechamos o ano passado com quase dois milhões de motos produzidas, o melhor resultado dos últimos 15 anos. E para este ano de 2026, a meta é acelerar ainda mais e passar da marca histórica de dois milhões de unidades! Isso não parece nem um pouco com uma estrutura falida, né? É tecnologia de ponta, eficiência pura e o Brasil inteiro se movimentando com o que a gente faz aqui na nossa terra.

Mas não é só de moto e eletrônico que a gente vive. O setor que eu represento, o de alimentação, está mostrando que a Zona Franca sabe se reinventar como ninguém. Em 2026, nosso foco total está em colocar comida de qualidade, produzida de forma sustentável, na mesa das pessoas. Estamos falando de grãos, proteínas e alimentos processados que ganham for consome, estamos provando que dá para gerar riqueza mantendo a árvore de pé. A conta é simples: se um trabalhador tem um emprego de carteira assinada na fábrica ou vive do cultivo sustentável da sua terra, ele não vai precisar desmatar ou ir para o garimpo ilegal para sustentar os filhos. A indústriaça com o Polo Agropecuário. Desde o grande produtor até aquela agricultura familiar que merece todo o nosso aplauso, a região está produzindo de tudo: hortifrutis, café, laranja, peixe e frango. Isso fortalece o comércio, diminui o preço das coisas por aqui e faz a nossa economia girar de um jeito muito mais independente.

E aqui vem o grande “pulo do gato” que muita gente que critica no Twitter ou no TikTok não consegue enxergar: a sustentabilidade na prática. A Zona Franca é, disparada, a maior defensora da floresta amazônica. Como? Através da bioeconomia. Quando a gente industrializa o açaí e o guaraná que o mundo inteiro de Manaus é o verdadeiro escudo que protege o meio ambiente.

Para quem gosta de números, os dados sociais são de cair o queixo. Terminamos o ano passado com mais de 135 mil empregos diretos nas mais de 550 empresas instaladas aqui. Quando somamos os empregos indiretos, estamos falando de mais de meio milhão de pessoas que sustentam suas famílias graças a esse modelo. E tem mais vaga vindo por aí, com novos projetos saindo do forno e aprovados pela Suframa. Tudo isso fez o Polo Industrial faturar o recorde histórico de mais de 227 bilhões de reais. Portanto, aquela história de que o resto do país paga mais caro por causa de Manaus é uma fake news das grandes. A Zona Franca distribui oportunidades, gera impostos federais bilionários e mostra que o Brasil pode, sim, ser moderno, justo e verde ao mesmo tempo. Atacar esse modelo não é criticar uma região, é dar um tiro no pé do próprio futuro do nosso país.

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