Quem acompanha o dia a dia do mercado sabe que falar em crescimento econômico na Amazônia é enfrentar, diariamente, um labirinto de desafios logísticos, tributários e burocráticos. Como economista, empresário e presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus, defendo que o desenvolvimento de nossa região não depende apenas de máquinas modernas ou de incentivos fiscais; ele passa, obrigatoriamente, pela modernização dos processos públicos e pela segurança jurídica. É por isso que vejo com enorme otimismo a chegada de um projeto pioneiro às nossas terras: as Caravanas de Inovação. Coordenada pelo Laboratório de Inovação da Advocacia-Geral da União (Labori), essa iniciativa desembarca no Amazonas para provocar uma verdadeira revolução silenciosa na advocacia pública. O objetivo central é simples, mas audacioso: estimular a cultura da inovação e buscar soluções conjuntas para problemas que travam as gestões das procuradorias estaduais e municipais em todo o país.
Para nós, do setor produtivo, isso se traduz em uma palavra mágica: eficiência. Quando o poder público inova, desata nós burocráticos e acelera processos, quem ganha é a sociedade e quem quer produzir. O projeto, que iniciou sua primeira fase de forma virtual, realiza seus grandes encontros presenciais em Manaus. Esta edição ganha ainda mais força pelo peso das parcerias institucionais envolvidas, unindo a Sedecti, a PGE/AM, a PGM, a ABDI, a Enap e, de forma muito especial para nós, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Essa somatória de forças mostra que a busca por transformação digital, novas práticas em compras públicas e inovação jurídica não é um debate isolado do Judiciário, mas sim uma pauta estratégica de Estado que envolve diretamente o setor industrial.
Desde o ano passado, as Caravanas vêm trilhando um caminho de sucesso pelo Brasil, passando por estados como Ceará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Espírito Santo e Bahia. A etapa amazonense é a terceira deste ano e, significativamente, a primeira a ser realizada na região Norte.
Trazer esse movimento colaborativo para cá é reconhecer as nossas particularidades e entender que a Amazônia precisa de respostas ágeis e inteligentes para garantir a atratividade de seus negócios e a proteção de sua floresta. Quando procuradores, advogados e gestores sentam à mesa em oficinas e workshops para repensar o modelo de administração pública, o reflexo chega direto nas fábricas.Menos tempo perdido com papelada significa mais tempo investido em geração de emprego, em segurança alimentar e no fortalecimento do Polo Industrial. Convido os advogados, gestores e servidores do Judiciário do nosso estado a participarem ativamente dessa transformação. Modernizar a máquina pública é o caminho mais seguro para construirmos um Amazonas competitivo, sustentável e pronto para o futuro.
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