
Os resultados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o comércio varejista do Amazonas teve desempenho negativo no mês de agosto de 2025, em contraste com o cenário observado na maior parte do país.
Enquanto 16 das 27 unidades da federação registraram variações positivas, o Amazonas ficou entre os estados com retração nas vendas, confirmando a dificuldade do setor em retomar o ritmo de crescimento após meses de instabilidade.
Desempenho abaixo da média nacional
Em nível nacional, o varejo cresceu 0,2% em agosto frente a julho (na série com ajuste sazonal), acumulando alta de 2,3% no ano e de 2,0% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. No Amazonas, porém, os números seguem em trajetória oposta: o Estado apresentou uma das maiores quedas no mês, e a média móvel trimestral ficou em -0,06%, sinalizando tendência de enfraquecimento do comércio a curto prazo.
Essa variação negativa mostra que a recuperação do poder de compra da população e o reaquecimento das vendas não estão ocorrendo de forma uniforme pelo território brasileiro. Enquanto em estados do Nordeste e do Sul houve expansão no consumo, o Norte, especialmente o Amazonas, enfrenta desafios específicos como custos logísticos elevados, concentração econômica e perda de renda real das famílias.
Perspectiva preocupante até o fim do ano
Com quatro meses restantes para o fechamento do levantamento anual, a continuidade desse desempenho indica risco de resultado anual negativo em 2025, o que não ocorre desde 2021 — período fortemente afetado pela pandemia de Covid-19.
Além das questões estruturais da economia regional, o setor comercial amazonense também sente os efeitos de um crédito mais restrito e do endividamento crescente das famílias, fatores que impactam diretamente o consumo local. A retração observada reforça a necessidade de políticas regionais que fortaleçam o consumo interno, incentivem a geração de emprego e renda e garantam maior competitividade às empresas locais.
Fontes e créditos:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), agosto/2025.
Adjalma Nogueira Jaques – Chefe de Disseminação de Informações do IBGE no Amazonas.
Dados complementares: Agência IBGE de Notícias e portais de economia regional (outubro/2025).
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