Imprensa

Histórias e Lendas do Amazonas

Histórias e Lendas

Bumbódromo de Parintins

Por Paulo Almeida Filho

23 de junho de 2025 às 12:18 Compartilhe

A história de Parintins é rica, começando com a ocupação indígena e evoluindo para a Vila Nova da Rainha e, finalmente, a cidade de Parintins.

O nome da cidade é uma homenagem aos povos Indígenas Parintintins, conhecidos pela sua coragem e resistência.

A cidade é famosa pelo seu Festival Folclórico, uma celebração vibrante do boi-bumbá, que se tornou um Patrimônio Cultural do Brasil.

O CENTRO CULTURAL DE PARINTINS, mais conhecido como ‘’BUMBÓDROMO’’, é uma arena multiuso não esportiva sediada em Parintins, no estado brasileiro do Amazonas.

É o local onde ocorre o tradicional Festival Folclórico de Parintins, uma das mais importantes festas populares do país, reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

História – Desde 1965, ano da primeira edição, o festival teve vários locais de disputa, como por exemplo a quadra da catedral de Nossa Senhora do Carmo, a quadra da extinta CCE e o estádio Tupy Cantanhede.

Até que em 1987, o então governador Amazonino Mendes foi assistir o festival e prometeu construir um local do tamanho que o festival merecia.

O Bumbódromo foi inaugurado em 1988, durante o governo de Amazonino Mendes e mandato do prefeito Gláucio Gonçalves.

O engenheiro responsável pela idealização e construção inicial do Bumbódromo de Parintins foi Simão Assayag. Ele coordenou a construção da estrutura, que foi finalizada em 1988.

A estrutura recebeu o nome de Centro Cultural Amazonino Mendes, porem teve que mudar algum tempo depois por conta da lei que proibia a atribuição de nome de pessoas vivas a elementos públicos.

Formato – O Bumbódromo, tem o formato da cabeça de um touro, margeada por arquibancadas e setores de camarotes totalmente divididos em dois lados, que correspondem às torcidas dos bois Caprichoso e Garantido.

Cada um dos lados, carregando a cor do boi correspondente.

De maneira estrutural, a arena é assim dividida:

1) Dois lances de arquibancada lateralizados, cada um de um lado, chamados de “Setor das Galeras” onde ficam os torcedores com entrada gratuita e que são pontuados pelos jurados. Para ingressar nestas arquibancadas, os torcedores enfrentam filas e são sempre os primeiro a chegar ainda durante o dia.

2) Um lance de arquibancada centralizado, setorizado em “Arquibancada Especial” e “Arquibancada Central”, devidamente dividido ao meio para as duas torcidas.

Aqui, os presentes já pagam ingressos e tem entrada garantida independente do horário que tentem entrar no estádio.

3) Dois pequenos lances de cadeiras numeradas, imediatamente abaixo dos setores das galeras, um de cada lado.

Neste setor os ingressos costumam ser mais baratos que nas arquibancadas Especiais e Centrais.

4) Diversos setores de camarotes em todos os pontos do estádio, sendo que os que estão no ponto mais alto, acima da arquibancada central, são os mais “nobres”, que recebem Autoridades, Diretores, Patrocinadores e Vips.

Palco de realização de um dos eventos mais importantes do Amazonas, o Festival Folclórico de Parintins.

A festa atrai turistas do mundo todo para o município, localizado a 369 km de Manaus, despertando a curiosidade para ver de perto a disputa entre os bois Caprichoso e Garantido.

Com capacidade, na arena, para cerca de 25.566 mil espectadores.

O espaço foi inaugurado em 1988, mas em 2013 passou por uma completa reestruturação, transformando-se em Centro Cultural.

Além de arena do Festival, passou a funcionar como núcleo de formação técnica, com a implantação, no local, do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, unidade escolar de Parintins, oferecendo oficinas de dança, teatro, artes visuais, audiovisual e música popular.

No Centro Cultural de Parintins – Bumbódromo também são executados projetos de incentivo à leitura e ocorrem exposições de artes plásticas e exibição de filmes.

É ainda utilizado como espaço para os artistas locais apresentarem suas produções e para a realização de eventos e espetáculos nacionais e regionais.

O local conta com Sala Multiuso e Sala de Multimídia; com as Galerias de Artes Wandir Santos e Jair Mendes; Cineclube Odinéia Andrade; Biblioteca Fred Góes e Teatro de Bonecos; e com o Memorial dos Bumbás Caprichoso e Garantido.

O Bumbódromo foi construído em 1988 para ser palco da grande festa de boi-bumbá da cidade amazonense. Em 2013 foi reformado, ganhando novo sistema de iluminação, de som, camarotes e acesso para portadores de necessidades especiais.

A divisão por cores do Bumbódromo não é somente dentro da arena.

Esse “meio a meio” entre cores mostra, ainda, a divisão da cidade.

O lado azul da arena aponta para a parte azul da cidade, onde fica o curral Zeca Xibelão, do Boi Caprichoso. A parte vermelha aponta para o lado vermelho de Parintins, onde está localizada a Cidade Garantido, curral do Boi Garantido.

Bumbódromo

Nome – Centro Cultural de Parintins.

Características – Local: Av. Nações Unidas, s/n – centro – Parintins Amazonas,

Inauguração – 28/06/1988

Ao longo de sua história, o Festival Folclórico de Parintins teve 57 edições.

As apresentações, que antigamente se iniciava nos dias 28, 29 e 30 de junho, independente dos dias da semana, agora, ficou estabelecido que começam na última sexta-feira do mês de junho e vão até o domingo, simbolizam uma disputa a céu aberto entre duas agremiações folclóricas, a do Boi Garantido (vermelho) e a do Boi Caprichoso (azul), que acontece no Centro Cultural de Parintins — mais conhecido como Bumbódromo.

São milhares de turistas do Brasil e do mundo que acompanham as toadas dos bois Garantido e Caprichoso.

Segundo a Amazonastur, cerca de 120 mil turistas visitam a cidade durante o festival, isso significa mais do que dobro da população de Parintins, que é de 96 mil habitantes.

ASSOCIAÇÃO FOLCLÓRICA BOI BUMBÁ GARANTIDO

O Boi Garantido, cuja razão social é Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido, é uma associação cultural e popular conhecida como boi folclórico, que participa do Festival Folclórico de Parintins.

Se caracteriza por ter como cores principais o vermelho e o branco, sendo esta última cor representada na pelagem do touro que identifica a agremiação, este apresentando um símbolo de coração vermelho na testa, sendo este o seu maior símbolo.

O nome Garantido surgiu do próprio criador, Lindolfo Monteverde, que em suas toadas sempre lembrava aos torcedores do boi adversário que seu bumbá sempre saía inteiro dos confrontos de ruas que, na época, eram rotineiros. Dizia Lindolfo que, nas brigas com os rivais, a cabeça de seu boi nunca quebrava ou ficava avariada, “isso era garantido”.

Desde a sua criação, o Garantido se apresenta com um coração na testa, e suas cores, vermelho e branco, foram adotadas pelos torcedores. A cor do coração na testa do boi costumava ser preta até meados dos anos 1980, quando Dona Maria Ângela Faria, até hoje conhecida como madrinha do Garantido, deu a ideia deste ser pintado de vermelho. Ideia que foi prontamente executada pelo artista Jair Mendes.

Localização – O Boi Garantido está situado na antiga estrada Terra Santa, hoje Av. Lindolfo Monteverde, na tradicional Baixa do São José.

Atualmente, um complexo arquitetônico da antiga Fabril Juta, localizado no km 1 da Rodovia Odovaldo Novo, adquirido pela agremiação, abriga toda a estrutura de galpões, curral, diretoria e demais coordenadorias que fazem parte da administração do Bumbá conhecido como Cidade Garantido.

ASSOCIAÇÃO FOLCLÓRICA BOI BUMBÁ CAPRICHOSO

O Boi Caprichoso, cujo nome completo em razão social é Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso, é uma das duas agremiações culturais que competem no Festival Folclórico de Parintins, um dos mais importantes festivais populares e culturais do Brasil.

As cores oficiais do Caprichoso são o azul e o branco, embora seja conhecido como “touro negro” por conta da sua representação ser um touro de pelos pretos, possuindo este uma estrela azulada na testa, sendo esta o seu símbolo maior.

História – Era 1913 quando a Parintins antiga viu nascer nos terreiros úmidos do “Reduto do Esconde”, pelas bandas do Urubuzal, o Boi Caprichoso.

Nascido das mãos calejadas de Seu Roque Cid e seus irmãos, Antônio Cid, Beatriz Cid e Pedro Cid, naturais de Crato, no Ceará.

O mais velho, Pedro Cid, resolve ficar em Belém, precisava de trabalho urgentemente. Os outros, Roque Cid e Antônio Cid, seguem para Manaus.

Aportando em Parintins, saltam e resolvem ficar. O ano era 1913, os Cid ainda não haviam concretizado todos os seus sonhos de prosperar na nova terra e resolvem que vão retornar às suas origens.

Fala-lhes sobre um boi de nome Caprichoso que assistira em Manaus, na Praça 14 de Janeiro, contou-lhes como foi sua evolução: toadas, desafios e animação.

Os irmãos Cid enchem-se de coragem e no dia 20 de outubro de 1913, juntamente com outros amigos e a promessa a São João foi cumprida: nasce o boi Caprichoso no local conhecido como Esconde, hoje a Travessa Sá Peixoto.

Assim, desde então, de couro negro e luzidio, o boi Caprichoso saiu às ruas pela primeira vez, demarcando seu território azulado, brincado pelas ruas de Parintins, sob as luzes de lamparinas.

O boi brincava, dançando estimulado pela cantoria do Amo e a euforia dos brincantes em número reduzido e lá se iam ao som da marujada de guerra, entoando seus desafios, incentivados pelos torcedores.

De vez em quando, uma parada para o ritual do tira a língua.

O boi morria, atirado por pai Francisco para satisfazer o desejo de Mãe Catirina. Sua língua era retirada e vendida ao dono da casa. Assim, angariavam fundos para os festejos da morte do boi quando encerravam os folguedos juninos.

Nascido das mãos de gente simples, logo ganha a simpatia de muitos, tornando-se assim, o presente do povo: pescadores, lavadeiras, pedreiros, compadres e comadres. Eram os seus primeiros brincantes.

De lá para cá, o Boi Caprichoso ganhou os quintais e as ruas, sempre brincando e alegrando gente pobre, negra, indígena e ribeirinha, refletida na estrela azul e branca da testa do Boi Negro da Ilha, lindo e popular.

Sob lamparinas de Seu Lioca e cumprimento da promessa junina, fortalecia-se, aos poucos, uma festança popular que, ao longo das gerações, permitiu que os parintinense sonhassem outros futuros, tecidos por meio dos saberes e da sensibilidade de sua gente cabocla, energizada na utopia e na busca de uma imaginada revolução oriunda desde nossa ancestralidade.

Os artistas populares, com suas esculturas superlativas, ganharam o Brasil e o mundo, tornando o Boi Caprichoso, os mais aguerridos lutadores da cultura parintinense.

Neste ano de 2025, o festejo junino oferecido pelos Bumbás Garantido e Caprichoso começará no último final de semana de junho, ou seja, dias 27, 28 e 29.

Boa disputa a ambas as Associações.

Espero que tenham gostado.

FONTE: Wikipédia, Google, Todas as músicas citadas, podem ser ouvidas pelo YOUTUBE.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista*

 

 

Comentários

Buscar

Compartilhe

Bumbódromo de Parintins

Guia de Associados