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Brechós e bazares em alta

1 de setembro de 2022 às 13:34 Compartilhe

Por Luana Lopes

Supervisão e Edição: Paulo Couto

Foto: Reprodução/Internet

Atualmente, brechós e bazares têm garantido um público novo, como os jovens da geração Z, que estão cada vez mais preocupados com o tema sustentabilidade. Segundo McKinsey & Company, empresa especializada em consultoria empresarial, só essa geração, que é composta por jovens nascidos a partir dos anos 2000, representa 40% dos consumidores globais de brechós e bazares.

O crescimento desse mercado modal, que influencia positivamente o crescimento também da moda sustentável é algo muito benéfico para o meio ambiente, pois viabiliza a reutilização de peças de roupas, evitando seu descarte, e a incluindo novamente no ciclo da moda, local onde tem mostrado uma grande influência na segmentação de tendências.

Um levantamento do Sebrae aponta que foram abertas, desde o começo de 2021, 6,7 mil lojas que comercializam esses itens. Um dos motivos para a expansão desse segmento é o aumento dos preços no País, o que reduziu o poder de compra dos brasileiros.

Pela pandemia, pela crise econômica ou pela vontade de ser mais sustentável, a compra e venda de peças usadas atingiu números inéditos no país e no mundo. Como é um custo menor tanto para o comércio quanto para o consumidor, é natural que os brechós e bazares cresçam no período de instabilidade na economia.

Bazar e brechó

O bazar, na maioria das vezes, vende roupas com o intuito de ajudar alguma causa social, já o brechó é um modelo de negócio que envolve a compra e a venda de roupas usadas.

A empresária Flávia Frota Alakra é quem comanda o time do Chic Bazar, que surgiu em 2010. Ela conta que um dos objetivos do evento é atender consumidores, fashionistas, empresários, pequenos negócios e empreendedores.

Foto: Reprodução

As irmãs Erikarla Sarmento e Stella Sarmento, são proprietárias do brechó 3.30 localizado no Centro Comercial Djalma Center, na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul de Manaus.

A ideia de abrir um negócio surgiu com a pretensão de obter uma renda extra. Devido a situação econômica do país e por serem autônomas, buscaram algo com baixo investimento e com retorno satisfatório.

Iniciamos vendendo nossas peças e posteriormente vimos que se tratava de algo extremamente rentável e apostamos em continuar o segmento, disse Erikarla Sarmento.

Foto: Brechó 3.30

Com o tempo, foi visto que o trabalho além de ser economicamente viável, colaborava muito na diminuição de resíduos despejados no meio ambiente e com o desperdício de matéria prima utilizada no processo de execução e elaboração das roupas.  Diante disso, adotaram medidas como: não utilizar plástico, dar preferências a peças com fibras naturais e outras.

Abrir um brechó além de contribuir para a sociedade e meio ambiente, é um negócio onde você não precisa de um investimento alto inicialmente. Pois você, com toda certeza, já deve ter um “estoque” em casa (com peças que você não utiliza mais).

Hoje, por se tratar de um negócio mais desenvolvido, as capitações de peças são feitas com fornecedores especializados neste segmento. Tanto da cidade quanto de outros estados. O que ajuda muito no fomento da economia local e outras, explicou Erikarla sobre a aquisição de peças para o brechó.

Todas as peças passam por um processo rígido de triagem, higienização e conserto quando necessário. Os itens variam de 20 a 80 reais e quando muito excepcionais, no caso de grifes e época, podem atingir até 200,00.

As irmãs contam que hoje o brechó corresponde a 90% de suas rendas.

 O nosso negócio deixou de ser uma renda extra para ser nossa renda principal. Atendendo e até muitas vezes superando as expectativas, destacou Erikarla.

Para Wollace Soares, os brechós são sempre sua primeira opção quando o assunto é comprar roupas. O estudante de publicidade e propaganda conta que começou a frequentar o mercado de roupas de segunda mão há 7 anos e, desde então, tem adquirido peças bem conservadas e com baixo custo.

Nos brechós é onde o custo benefício é melhor e em conta, costumo garimpar bem e pegar umas peças de 5 até 15 reais, porém, com a popularização deles, os preços foram um pouco elevados, disse Wollace.

Brechó ou bazar, o importante é que se continue incentivando a moda sustentável, e valorizando cada um desses empreendimentos, seus impactos ambientais positivos e suas lindas peças vintage.

 

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