
PERIQUITO DA AMAZÔNIA é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. É considerado como quase em extinção. O desmatamento para colonização, extração de madeira e mineração, afetam suas populações.
Seu nome científico significa: do (grego) nannos = anão; e psittake = papagaio, periquito; e de dachilleae = homenagem a jornalista e ecologista italiana baseada no Peru, Bárbara Bistevins Treinani de D’Achille (d. 1989).
Características: Mede cerca de 12 cm. de comprimento. De tamanho muito pequeno, asas pontiagudas, rabo algo quadrado. O distinguível desta espécie é a fronte e coroa com matiz azulado, patas e bico rosados, e área nua clara ao redor do olho. Corpo geralmente verde no dorso, e ventre mais amarelado.
Hábitos – Comum e abundante em florestas ripárias, até os 300 m.
Possivelmente associado à guadua. Voam baixo sobre rios em bandos compactos e pequenos de 3 a 12 indivíduos.
Há 12 anos, periquitos de asa branca tomam conta de Avenida em Manaus; entenda motivo. No fim de cada tarde, milhares de periquitos da espécie tomam os céus e árvores que ficam na Avenida Ephigênio Sales, na Zona Centro Sul de Manaus e chamam atenção de quem passa pelo local.
Milhares de periquitos de asa branca tomam conta da Avenida Ephigênio Sales, na Zona Centro-Sul de Manaus, durante os fins de tarde.
Há 12 anos, com voos e cantos característicos, eles chamam atenção de quem passa pela via. Eles surgem em pequenos grupos e, rapidamente, aparecem centenas até chegarem a milhares. Juntos, as aves fazem um espetáculo no ar.
Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), especialista em pássaros, Mário Cohn Haft, os periquitos de asa branca apareceram na área urbana de Manaus, pela primeira vez, em 2011, e foram atraídos pelos pés de mangas da cidade.
Por causa de uma safra de manga fora do normal, eles vieram em grande número pra capital. Os periquitos passaram a dormir nas árvores que tem nesse trecho da Avenida Efigênio Sales, um importante corredor viário de Manaus.
É uma área nobre da cidade cercada por condomínios, inclusive de alto padrão. A primeira morada foi em 20 palmeiras imperiais. De acordo com o pesquisador, era um lugar seguro para pernoitar.
“Copas isoladas oferecem proteção. Troncos lisos, que uma cobra não subiria, uma mucura teria dificuldade em subir. A gente acredita que esses eram os fatores que faziam esse lugar ser irresistível para os periquitos, mas, com o uso, os periquitos acabaram matando essas palmeiras. Não propositalmente, mas de tanto pisotear e de agarrar nas folhas”, contou.
Esse é o décimo segundo ano consecutivo que os passarinhos migram para a capital amazonense e dormem em um trecho da avenida. Chegam em outubro e ficam até março. Depois voltam pra casa que é na região de várzea, às margens do Rio Amazonas.
“Ficam por aqui, mas são centenas no verão e dezenas de milhares, por volta de 10 mil, digamos, no inverno”, explicou o pesquisador.
Há cinco anos, o cirurgião dentista Paulo Calderon, acompanha as revoadas do consultório onde trabalha. “Quando estou aqui com os pacientes, eles não têm noção da situação. Aí eu faço um experimento. Eu abro a janela para eles. Eles se assustam porque é realmente ensurdecedor e a gente se encanta. É natureza mesmo”, contou.
Quem vê pela primeira vez pode até achar que os passarinhos estão desorientados durante os voos, mas o movimento que eles fazem ao final de cada dia é característico, antes de dormir. Logo depois, pousam nos galhos das árvores um ao lado do outro e ficam tão colados que até parecem folhas.
“Depois das 18:30 horas, digamos, vão se espalharam pela cidade, estão em pequenos grupos, aproveitando o que tiver de comida. As 17:30 horas, por aí, começa essa loucura da chegada. Então, passam a noite inteira aqui, o dia inteiro fora, comendo por aí”, explicou o pesquisador do Inpa.
Viver em área urbana, no canteiro central de uma avenida, é perigoso. Durante os voos, alguns são atingidos por veículos. O lugar foi sinalizado pra diminuir os acidentes.
“A gente sempre vê ônibus batendo neles. É triste quando não respeitam na verdade, passam muito rápido e acontece muito”, comentou a babá Patrícia Freitas. Mas a presença dos pássaros é uma festa da natureza. Enquanto os periquitos de asa branca não vão embora, os moradores da região aproveitam a companhia nada discreta.
“Muito gostoso. Tem dias que eles estão muito agitados. A gente vê um show, um espetáculo no céu e eu adoro muito isso. A gente está aqui pra saber que, na verdade, eles que adotaram e disseram eu vou morar aqui e acabou-se, aqui é a minha casa”, disse a jornalista Catiane Moura.

AMAZONA é um género de papagaios da família Psittacidae, característico da América, existindo desde o sul do México até o Caribe e a América do Sul.
São conhecidos, popularmente, como papagaios, louros, ajerus, ajurus, jerus e jurus.
O grupo habita florestas equatoriais e tropicais e conta com 34 espécies, doze das quais ocorrendo no Brasil. Das espécies brasileiras, seis encontram-se ameaçadas ou vulneráveis a extinção.
Etimologia – “Ajuru”, “Ajeru”, “Jeru” e “Juru” se originaram do termo tupi ayu’ru. “Louro” se originou do termo malaio NORI, através de “LOIRO”.
Comportamento – O papagaio do gênero Amazona é um psitacídeo de pequeno porte e robusto.
Têm cabeças grandes, asas largas e arredondadas. A cauda é curta, de formato arredondado ou quadrado. O bico é robusto, típico dos psitacídeos e a área em torno do olho é desprovida de penas. A plumagem é variável de acordo com a espécie, mas o verde predomina em todas.
Muitas espécies desse gênero são criadas como animais de estimação, principalmente o papagaio-campeiro e o papagaio-verdadeiro. São conhecidos pela sua grande habilidade vocal, alegria e destreza com os pés. São leais e conhecidos por serem boas companhias. Alguns dizem que criar um deles é como ter um filho de dois anos, mas que pode chegar aos cinquenta.
Entretanto, algumas espécies são agressivas (principalmente na época do acasalamento) e exigem mais atenção do que o necessário a um animal de estimação comum, como um gato ou um cachorro. São aves muito inteligentes e precisam de atenção diária para mantê-los mentalmente saudáveis, além de precisarem de atividades estimulantes para mantê-los ativos.
Em particular, como os papagaios nidificam em árvores, seu desejo para mastigar madeira é bastante forte e eles precisam ser providos de objetos para que possam mastigar e saciar esse desejo inato.

Comentários
-
15 set 2026
ACA participa de encontro da FIEAM com candidatos ao Governo do Amazonas sobre os desafios da indústria
-
Evento
14 set 2026
ACA contribui com ação do DIPVES em celebração ao Dia das Crianças do projeto Bombeiro Mirim em Iranduba
-
Evento
14 set 2026
ACA participa de debate nacional sobre impactos do split payment nos negócios
-
11 set 2026
ACA participa de reunião com presidente do BNDES sobre crédito e instrumentos de apoio às empresas do Amazonas