O Brasil é uma terra abençoada por diversos motivos, principalmente por abrigar a maior floresta tropical do mundo.
Não é por acaso que a Amazônia bate um recorde atrás do outro: são 7 milhões de km², sendo 5 milhões e meio cobertos pela floresta tropical com a maior biodiversidade do mundo que abriga espécies raras ou em extinção, além de ser um dos destinos que mais representam o Brasil pelo mundo afora.
Em 2008, a Floresta Amazônica foi pré-selecionada como candidata a uma das Novas 7 Maravilhas da Natureza, mas só em fevereiro de 2009 ela foi classificada em 1º lugar no Grupo que representa as florestas e reservas naturais.
Quem vem para a Amazônia, imediatamente depara-se com toda a vida existente nesta imensa área verde.
A rica fauna amazônica é compostas de pássaros exóticos, mamíferos das mais variadas espécies, peixes gigantes, além incontáveis espécies de repteis e insetos. Conheça alguns animais que você poderá encontrar pelo caminho quando viajar pela Amazônia.
Para começar é preciso entender e reconhecer a interação essencial entre os rios e a vegetação na Amazônia. Uma porção significativa dessa região é diretamente influenciada pelas variações do nível dos rios que compõe a Bacia Amazônia, como os Rios Negro e o Rio Solimões/Amazonas.
Anualmente, esses lugares vivem temporadas de seca e cheia dos rios, que são influenciadas pelo regime de chuvas, derretimento de geleiras, entre outros fatores climáticos. Essas variações ditam mudanças no comportamento de espécies da fauna, na qualidade da água e nos modos de vida das populações humanas, contribuindo também em moldar os ecossistemas como os conhecemos hoje. Apesar de ser um fenômeno natural, as variações dos níveis dos rios amazônicos, com oscilações entre secas e cheias, têm sofrido severamente com os efeitos das ações humanas, como o desmatamento, degradação florestal e a queima de combustíveis fósseis, que se refletem na crise climática e na alteração do calendário e da frequência desses eventos.
FAUNA AMAZÔNICA – A Amazônia é o local com maior diversidade de animais e plantas do planeta, mas o que exatamente essa informação representa em números? Segundo dados divulgados por órgãos científicos, estima-se que haja cerca de 2 milhões de espécies vivendo na floresta. Muitas dessas variedades são endêmicas da região, o que significa que ocorrem exclusivamente nesse bioma. Incrível, não é mesmo? Para sanar sua curiosidade sobre a fauna amazônica, a seguir, você confere uma lista dos principais animais da Amazônia.
ONÇA PINTADA – A Onça-Pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas, o terceiro maior felino do mundo, atrás apenas do Tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo).
É conhecida por diversos nomes nas diferentes regiões onde ocorre: onça-preta, jaguar, jaguaretê, yaguareté, tigre, canguçu, pintada, pinima, pinima-malha-larga e pixuna.
Considerada um predador do topo da cadeia, a onça-pintada reina absoluta nos ambientes onde vive, alimentando-se de pequenos tatus, cutias, jacarés e antas. Elas controlam populações de presas e são de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde estão inseridas. São carnívoras estritas, ou seja, alimentam-se exclusivamente de carne. Levando em consideração a proporção, têm a mordida mais poderosa entre os felinos, inclusive mais forte que a do tigre e a do leão.
É um animal com hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, sendo mais ativo ao anoitecer e ao amanhecer, embora não seja raro encontrá-lo se deslocando e caçando durante a luz do dia.
Sua área de vida varia muito, de acordo com o ambiente, a disponibilidade de presas e a densidade populacional de onças.

A ANTA-BRASILEIRA, um grande mamífero não ruminante e frugívoro, é o último elemento da megafauna na Amazônia e constitui-se em um importante dispersor de sementes. Isso se deve principalmente porque a anta defeca na água, o que faz com que o seu padrão de dispersão também seja único.
A anta-brasileira ou simplesmente anta (nome científico: Tapirus terrestris), também conhecida por TAPIR, é um mamífero perissodáctilo da família dos tapirídeos (Tapiridae) e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.
É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, tendo até 300 quilos de peso e 242 centímetros de comprimento. Diferencia-se das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital proeminente e uma crina. Apresenta uma probóscide, que é usada para coletar alimento. É o último animal.
da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora, e tem um papel importante na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.
Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).
É um animal solitário e vive em territórios de 5 quilômetros quadrados de área, em média. A anta tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e parem apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 quilos. Podem viver até 35 anos de idade.
A Anta é listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas seu estado de conservação varia ao longo de sua distribuição geográfica sendo crítica na Argentina, nos llanos da Colômbia e regiões da Mata Atlântica brasileira. Desapareceu no limite sul de sua distribuição geográfica, da Caatinga e das regiões próximas aos Andes. É ameaçada principalmente pela caça predatória (por ter um ciclo reprodutivo muito lento) e conversão de seu habitat em campos cultivados. Apesar disso, ainda ocorre em muitas unidades de conservação e em zoológicos.

CAPIVARA OU CAPINCHO – (nome científico: Hydrochoerus hydrochaeris) é uma espécie de mamífero roedor da família Caviidae e subfamília Hydrochoerinae. Alguns autores consideram que deva ser classificada em uma família própria. Está incluída no mesmo grupo de roedores ao qual se classificam as pacas, cutias, os preás e o porquinho-da-índia. Ocorre por toda a América do Sul ao leste dos Andes em habitats associados a rios, lagos e pântanos, do nível do mar até 1 300 m de altitude. Extremamente adaptável, pode ocorrer em ambientes altamente alterados pelo ser humano.
É o maior roedor do mundo, pesando até 91 kg e medindo até 1,2 m de comprimento e 60 cm de altura. A pelagem é densa, de cor avermelhada a marrom escuro. É possível distinguir os machos por conta da presença de uma glândula proeminente no focinho apesar de o dimorfismo sexual não ser aparente. Existe uma série de adaptações no sistema digestório à herbivoria, principalmente no ceco. Alcança a maturidade sexual com cerca de 1,5 ano de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente a quatro filhotes por vez, pesando até 1,5 kg e já nascem com pelos e dentição permanente. Em cativeiro, pode viver até 12 anos de idade.
No Rio Grande do Sul também é conhecida por capincho ou carpincho, termo derivado do espanhol. No Amazonas, é conhecida por cupido e na Ilha de Marajó, no Pará, por beque.
O macho, neste mesmo local, devido à glândula nasal no focinho, é chamado de Trombudo, Caixa ou Cachapu. Em alguns locais do interior da Bahia, a Capivara é chamada de Porco-Capivara, no sudeste do Pará por Cunum e de Cubu em alguns locais do estado de Goiás.

O TATU CANASTRA – (Priodontes maximus), também conhecido como Canastra e Tatuaçu, é a maior espécie viva de Tatu (embora seus parentes extintos, os gliptodontes, fossem muito maiores).
Vive na América do Sul cisandina, estendendo-se até o norte da Argentina. Esta espécie é considerada vulnerável à extinção, sobretudo pela caça e perda de seu habitat.
Chega a medir mais de um metro de comprimento. Os tatus-canastra têm o corpo coberto por poucos pelos e patas anteriores dotadas de garras enormes, que auxiliam na escavação de buracos.
Se alimentam de cupins, formigas e ocasionalmente de insetos, aranhas, minhocas, larvas, cobras e carniça.
Seus nomes comuns advêm do tupi: tatu de tatú; tatuaçu de tatu-wasú, que significa “tatu grande” (lit. “tatu-grande”).
O tatu-canastra é a maior espécie viva de tatu, com 11 a 13 bandas articuladas protegendo o corpo e mais três ou quatro no pescoço.
Seu corpo é marrom escuro, com uma faixa amarelada mais clara correndo ao longo dos lados e uma cabeça pálida, amarelo-esbranquiçada. Tem cerca de 80 a 100 dentes, mais do que qualquer outro mamífero terrestre.
Os dentes são todos semelhantes na aparência, sendo pré-molares e molares reduzidos, crescem constantemente ao longo da vida e carecem de esmalte.
Também possui garras dianteiras extremamente longas, incluindo uma terceira garra em forma de foice de até 22 centímetros (8,7 polegadas) de comprimento, que são proporcionalmente as maiores de qualquer mamífero vivo.
A cauda é coberta por pequenas escamas arredondadas e não possui placas ósseas pesadas que cobrem a parte superior do corpo e o topo da cabeça. O animal é quase inteiramente desprovido de pelos, com apenas alguns de cor bege projetando-se entre as escamas.

CUTIA – É uma denominação de um grupo de roedores de pequeno porte do gênero Dasyprocta e família Dasyproctidae.
São mamíferos roedores de pequeno porte, medindo entre 49 e 64 centímetros e pesando, em média, de 3kg a 6kg. Encontram-se distribuídos em parte da América do Norte, América Central e América do Sul.
No Brasil, há a presença de nove espécies deste animal. Vivem em florestas úmidas e são uma espécie herbívora, ou seja, alimentam-se de hortaliças, tubérculos, grãos, sementes e frutas.
Etimologia – “Cutia”, “acuchi”, “acouti”, “aguti” e “acuti” são originários do termo tupi para o animal: aku’ti.
Reprodução – A fêmea encontra-se em sua maturidade sexual aos 10 meses de idade. Seu ciclo de gestação dura, em média, 104 dias, podendo nascer de 1 a 2 filhotes por ninhada. Os jovens nascem em ninhos forrados de folhas, raízes e cabelos. Eles são bem desenvolvidos no nascimento e podem estar acordados e comendo em uma hora.
Os pais são barrados do ninho enquanto os jovens são muito pequenos, mas eles se unem pelo resto de suas vidas. Eles podem viver por até 20 anos, um tempo relativamente longo para um roedor. De acordo com a terceira edição do compêndio taxonômico de Wilson e Reeder, esse grupo necessita de uma revisão, pois diversas espécies são de validade dúbia, atualmente sendo separadas apenas por localização geográfica.

A LONTRA ou ARIRANHA – (Pteronura brasiliensis), é a maior das lontras e também conhecida como lontra gigante. A espécie distribuía-se no passado desde o norte até o centro-sul do continente sul-americano. Atualmente, populações estáveis encontram-se apenas nas regiões do Pantanal e bacia Amazônica.
A ARIRANHA, também conhecida popularmente como Onça-D’água, lontra gigante e lobo-do-rio, é um mamífero mustelídeo, característico do Pantanal e da Bacia do Rio Amazonas.
Na América do Sul, é o membro de maior comprimento dentre os mustelídeos, um grupo de predadores de sucesso global, alcançando até 1,7 metro (5,6 pés).
Atípica dos mustelídeos, uma ariranha é uma espécie social, com grupos familiares sustentando de três a oito membros. Os grupos estão centrados em um par reprodutor dominante e são extremamente coesos e cooperativos. Embora geralmente pacífica, a espécie é territorialista, e a agressão foi observada entre os grupos. É diurna, sendo ativa exclusivamente durante o dia. É a espécie de lontra mais barulhenta e foram documentadas vocalizações distintas que indicam alarme, agressão e segurança.
Sua distribuição foi bastante reduzida e agora é descontínua. Décadas de caça furtiva para obter sua pele aveludada, com pico nas décadas de 1950 e 1960, diminuíram consideravelmente o número da população. Foi listada como ameaçada de extinção em 1999 e as estimativas da população selvagem são normalmente abaixo de 5 000.
As Guianas são um dos últimos verdadeiros redutos da espécie, que também goza de números modestos – e proteção significativa – na bacia amazônica peruana. É uma das espécies de mamíferos mais ameaçados da região neotropical. A degradação e perda de habitat é a maior ameaça atual. Também é rara em cativeiro; em 2003, apenas 60 animais estavam detidos.
A ariranha mostra uma variedade de adaptações adequadas a um estilo de vida anfíbio, incluindo pelo excepcionalmente denso, cauda em forma de asa e pés palmados. Prefere rios e riachos de água doce, que geralmente são inundados sazonalmente, e também podem levar a lagos e nascentes de água doce. Constrói extensos acampamentos próximos às áreas de alimentação, eliminando grande quantidade de vegetação. Sobrevive quase exclusivamente com uma dieta de peixes, principalmente caraciformes e bagres, mas também pode comer caranguejos, tartarugas, cobras e pequenos jacarés. Não tem predadores naturais sérios além do homem, embora precise competir com outros predadores, como a lontra-neotropical, a onça-pintada e várias espécies de crocodilo, por recursos alimentares.
“Ariranha” provém do termo tupi ari’raña que significa “irara dentada” (eîrara + anha). No espanhol “lobo do rio” (lobo de río) e cachorro d’água (perro de agua) são usados ocasionalmente (embora este último também se refira a vários animais diferentes), e podem ter sido mais comuns nos relatos de exploradores espanhóis do século XIX e início do XX. Todos os três nomes são usados na América do Sul com uma série de variações regionais, como lontra-gigante (português) e nutria-gigante (espanhol). Entre os achuares, são conhecidas como wankanim, entre os ianomâmis como hadami e entre os macuxis como turara.

Na região Amazônica, são inúmeros animais que dependem da floresta, peço desculpas por não ter citado o de suas preferências.
Espero que tenham gostado.
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