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ACA recebe presidente da Aliança Navegação e Logística para discutir cabotagem e estiagem

Encontro abordou desafios operacionais, previsibilidade logística e transparência em cobranças extraordinárias

13 de julho de 2026 às 13:40 Compartilhe

Representantes da ACA, da Aliança Navegação e Logística e do Grupo Chibatão durante reunião sobre cabotagem, estiagem e previsibilidade logística. Foto: Alexandra Vinente.

A Associação Comercial do Amazonas recebeu, na tarde de sexta-feira (10.07), a presidente da Aliança Navegação e Logística (empresa associada à ACA), Luiza Bublitz, acompanhada do diretor regional Erick Ramos, para uma reunião sobre a navegação e a cabotagem no Brasil e na Amazônia. O encontro também tratou das perspectivas para uma eventual estiagem em 2026 e dos possíveis impactos sobre o setor produtivo.

A reunião, viabilizada por Jhony Fidelys do Grupo Chibatão, contou com a participação do presidente da entidade, Bruno Loureiro Pinheiro; do diretor de Transporte e Logística, Grangeiro Netto; e da advogada Victória Cardoso, do escritório Pedro Câmara Advogados.

Diálogo com o setor produtivo

Durante o encontro, a presidente da Aliança apresentou os principais desafios operacionais da navegação e da cabotagem na região amazônica.

Pela ACA, Bruno Loureiro reforçou a necessidade de um diálogo mais próximo, permanente e transparente com o comércio, garantindo maior previsibilidade sobre custos, operações e eventuais cobranças.

Taxa de pouca água

O presidente relembrou a cobrança extraordinária de US$ 2 mil por contêiner aplicada em 2025, conhecida como “taxa de pouca água”. Na ocasião, a ACA acionou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e obteve decisão favorável ao seu pleito.

Segundo Bruno Loureiro, o setor produtivo não se opõe a cobranças devidamente fundamentadas, mas defende clareza sobre os critérios utilizados na formação dos valores.

Atuação jurídica

Bruno Loureiro também destacou a atuação jurídica da ACA perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e a relevância do parecer do Ministério Público Federal no Amazonas sobre o tema.

A advogada Vitória Cardoso informou que os procedimentos e as regulamentações relacionados à matéria permanecem vigentes desde 2025.

Abastecimento e previsibilidade

Durante a reunião, Jhony Fidelys, do Grupo Chibatão, também relembrou a operação emergencial “Chibatão em Movimento”, realizada durante a estiagem de 2024. Com a utilização de um píer flutuante em Itacoatiara, a iniciativa movimentou mais de 14 mil contêineres, que contribuiu para evitar o desabastecimento de Manaus e impediu prejuízos estimados em R$ 1,4 bilhão, além de reduzir os impactos sobre o frete de cargas.

Ao final, Netto Grangeiro ressaltou que o comércio responde por grande parte das cargas destinadas ao abastecimento de Manaus e do interior do Amazonas, reforçando a necessidade de preservar a regularidade das operações e ampliar a previsibilidade logística.

Para Bruno Loureiro, a reunião foi produtiva e importante para aproximar as partes. A ACA continuará acompanhando o tema em defesa de seus associados e do setor produtivo amazonense.

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