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PEIXE PIRANHA

6 de julho de 2026 às 13:35 Compartilhe

 

As PIRANHAS são um grupo de peixes carnívoros de água doce. Habitam alguns rios da América do Sul e pertencem a cinco gêneros da subfamília Serrasalminae (que também inclui peixes como Pacus).

Na região central do Brasil, assim como no Pantanal e na Amazônia, a Piranha é um alimento entre as populações locais, sendo utilizada no preparo do prato sul-mato-grossense conhecido como “Caldo de Piranha”.

As Piranhas costumam medir entre 14 a 26 cm de comprimento, embora alguns espécimes registrados tenham sido de até 43 cm de comprimento.

Morfologia:

As espécies Serrasalmus, Pristobrycon, Pygocentrus e Pygopristis são mais facilmente reconhecidas pela sua dentição única. Todas as Piranhas têm uma única fileira de dentes afiados em ambos os maxilares. Os dentes
são bem embalados e interligados e são usados para perfuração rápida e corte. As Piranhas e seus primos herbívoros, pacus, perdem e recrescem todos os dentes de um lado do rosto várias vezes ao longo da vida.

Os dentes individuais são tipicamente triangulares, de ponta e de lâmina (perfil plano). A variação no número de cúspides é menor. Na maioria das espécies, os dentes são tricúspides com uma cúspide média maior que
faz com que os dentes individuais aparecem claramente triangulares. A exceção é Pygopristis, que tem dentes pentacúspides e uma cúspide média ligeiramente maior que as outras cúspides.

Habilidades de mordida:

As Piranhas possuem uma das mordidas mais fortes encontradas nos peixes ósseos. Em relação à massa corporal, a piranha-preta produz uma das mordidas mais vigorosas medidas em vertebrados.

Esta mordida extremamente poderosa é gerada por grandes músculos do maxilar que são anexados de perto à ponta do maxilar, conferindo à Piranha uma vantagem mecânica que favorece a produção da força sobre a
velocidade de mordida. Os maxilares fortes combinados a dentes finamente serrilhados tornam-se adeptos da carne, rasgando-a.

Etimologia:

Existem duas explicações etimológicas para a origem do nome “Piranha”: junção dos termos tupis pirá (“peixe”) + ãî (“dentado”) + o sufixo substantivador -a, significando “peixe com dente” ou “dentado”; junção dos termos tupis pira (“pele”) e raim (“o que corta”), significando “corta a pele”.

Características:

Trata-se de um peixe muito voraz, predador, de dentes finamente serrilhados e com mandíbulas fortíssimas. A maioria das Piranhas são rápidas, mas geralmente atacam quando estão estimuladas para isso.
Dentro das inúmeras espécies de Piranhas, algumas são canibais e outras não, mas todas possuem comportamentos agressivos. As Piranhas são parentes próximos dos Pacus e são facilmente confundidos quando pequenos. Para quem deseja manter esses peixes em um aquário deve pensar em manter plantas muito fortes ou apenas montar o aquário com pedras pequenas. Não se deve misturar espécies no aquário, pois as Piranhas geralmente atacam seu companheiro. A alimentação inicial deverá ser de carne moída, mas depois começam a se alimentar com rações tradicionais, que é o mais recomendado, pois a carne pode poluir o aquário em pouco tempo e a piranha é um peixe suscetível a doenças quando a água não está de acordo com suas necessidades; pH levemente ácido e livre de compostos nitrogenados com uma composição diferenciada.

Relacionamento com humanos: Ataques

A maioria dos ataques de Piranhas os seres humanos têm sido registradas na área do Amazonas, especialmente os espécimes do género Pygocentrus (Piranhas de barriga vermelha). As razões pelas quais ocorrem um ataque são: presença de sangue na água (pois elas possuem um olfato apurado), o esguicho de uma possível represa ou, em alguns casos, a época de reprodução, que obriga a Piranha a proteger sua prole.

PIRANHA PRETA

 

 

A Piranha-preta ou Piranha de olhos vermelhos é um peixe de água doce, carnívoro, da família Serrasalmidae. Pode alcançar os 40 cm de comprimento, sendo considerada a maior e mais agressiva de todas as espécies de piranha.

Um pescador registrou a captura de uma Piranha-preta ‘gigante’ de cerca de 40 centímetros, no Lago do Miriti, em Manacapuru, interior do Amazonas, numa tarde de domingo.

O peixe foi retirado próximo ao balneário enquanto dezenas de banhistas se banhavam.

Segundo frequentadores, este é o terceiro exemplar de grande porte encontrado no local em menos de uma semana.

A piranha-preta (Serrasalmus rhombeus) é considerada uma das maiores e mais agressivas espécies de piranha da Amazônia, podendo chegar a 50 centímetros de comprimento e pesar até 4 quilos.

A Piranha-preta é um peixe escamoso, com corpo romboide e pouco comprimido. Possui mandíbulas salientes, olhos avermelhados brilhantes e dentes triangulares afiadíssimos. Possui também ótima visão e excelente
olfato. Tem coloração uniforme, variando do cinza ao preto nos indivíduos adultos, com o ventre clareado. Os jovens são mais claros com manchas escuras. Pode alcançar 40 cm de comprimento e pesar até 4 kg, sendo assim
a maior piranha da Amazônia.

Sua espécie é encontrada em toda América do Sul, nas Bacias Amazônica, do Orinoco e Araguaia-Tocantins, a norte e leste da Guiana, no Peru, nos rios do Nordeste brasileiro e em rios costeiros.

Habitat – A Piranha-preta habita rios de água claras ou escuras, alguns riachos e lagos. Em certas áreas, pode habitar também florestas inundadas e igarapés. Essas piranhas vivem em habitats muito diversos que vão desde
as calmas águas escuras, para as áreas de águas bravas, nos rios na Amazônia, e, como tal, são muito tolerantes com os diferentes compostos químicos da água. Podem se adaptar bem em aquários.

Alimentação – É um peixe carnívoro, predador voraz, agressivo e normalmente solitário, alimentando-se de outros peixes menores, larvas de insetos aquáticos e crustáceos (camarões). No entanto juvenis e adultos costumam atacar e comer as nadadeiras de outros peixes. Podem atacar também alguns animais terrestres que cruzam os rios. Seus ataques são agressivos e frenéticos, sendo considerada uma predadora voraz, com dentes afiados e apetite insaciável.

Reprodução – Sua reprodução ocorre durante a estação chuvosa. As fêmeas costumam ficar mais agressivas durante a época reprodutiva e ataques a pessoas que nadam em águas infestadas desses peixes podem ser fatais.

PIRANHA VERMELHA

A Piranha-vermelha (Pygocentrus nattereri Kner, 1858) é uma espécie de peixe com preferência alimentar carnívora, de água doce da família Serrasalmidae, Nativa, não endêmica e epicontinental, possuem coloração avermelhada, com cabeça e dorso acinzentados e alguns artigos chegam a registrar indivíduos de até 50 cm.

Etimologia e Aspectos Culturais e Socioeconômicos: A Piranha-vermelha é popularmente conhecida também por outros nomes no Brasil, como “Piranha-caju” e apenas “Piranha”, e em países como Colômbia e Bolívia é chamada de “Piranã roja” e “Palometa”, respectivamente.

Do Tupi-guarani, seu nome é composto de duas palavras: “pirá” (significado = peixe) + “ranha” (significado = dente)

Seu nome científico, por sua vez, foi dado em homenagem ao naturalista Johann Natterer.

A espécie é de grande importância econômica devido aos trabalhos pesqueiros principalmente na região de Manaus, sendo uma das mais abundantes espécies no Amazonas. Em algumas regiões, a carne da Piranha vermelha é bastante apreciada, sendo pescada principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco e estimulante.

As tribos indígenas da Amazônia utilizam os dentes afiados das Piranhas para confecção de pontas de flechas. Por ser um peixe que está sempre em procura busca de alimento, a Piranha é facilmente atraída pelas iscas para
captura. Os atrativos usados pelos pescadores são pedaços de carne com sangue, que são lançados na água.

Quando criadas em aquários, devem ser mantidas isoladas dos demais peixes para que a Piranha não se alimente deles.

Taxonomia e Sistemática – A classe Actinopterygii apresenta mais de 26 mil espécies de peixes e configura a maior parte dos peixes ósseos conhecidos atualmente, possuindo nadadeiras raiadas onde as caudais são homocercas. Seu esqueleto ósseo de origem endocondral, maxilas e dentes esmaltados em sua mandíbula e sua respiração é feita pelas brânquias, também apresentam bexiga natatórias. A ordem dos Characiformes representa um dos maiores grupos de peixes de água doce com mais de 1700 espécies, a maioria sendo encontrada nas américas do Sul e Central e na África.

A família Charracidae apresenta peixes actinopterígeos, são peixes de água doce pequenos e coloridos, geralmente apresentam nadadeiras adiposas, a nadadeira caudal bifurcada e nadadeira anal desenvolvida. Serrasalminae é uma subfamília monofilética, esses peixes de água doce são estritamente neotropicais, geralmente recebem o nome de pacu e piranha. As Piranha possuem corpo comprido em forma de disco, e possuem dentes em série única e resistentes, com hábitos predatórios. Essa subfamília é definida por apresentar uma quilha serrilhada formada de espinhos e padrões de coloração que variam, também se nota a presença de espinho pré-dorsal neste grupo.

Descrição morfológica – Peixe escamoso; Corpo romboide, ou seja, formato de losango, discoide, largo e comprimido, convexa nadadeira caudal curta; Focinho curto, arredondado; Mandíbula saliente e massiva com dentes
triangulares afiados, de série única e com surpreendente força. Entre todas as piranhas é a que possui o focinho mais rombudo. Embora seja extremamente variável em sua aparência, a piranha-vermelha herdou esse
nome por conta de sua coloração ventral e mandibular avermelhada característica da espécie, geralmente mais intenso e profundo nos machos, que normalmente possuem o restante do corpo cinzento, com escamas salpicadas prateadas, as vezes marrom-cremoso nas laterais. Manchas escuras muitas vezes aparecem atrás das guelras e a barbatana anal geralmente é preta na base, enquanto as nadadeiras peitorais e pélvicas variam do vermelho ao laranja. De porte médio, normalmente varia de 18 centímetros a 45 cm de comprimento e um peso calculado em 2,5 kg.

Amplamente distribuída por todo o continente sul-americano, a Piranha vermelha é encontrada em rios tropicais de água doce na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Comportamento, Dieta e Reprodução – A Piranha-vermelha é uma espécie onívora porém na maior parte do tempo seu hábito alimentar é piscívoro, e para se alimentar faz uso de suas forças mandibulares para arrancar pedaços da presa, podendo se alimentar de animais maiores. Costumam se alimentar de microcrustáceos, insetos, sementes ou nadadeiras de peixes menores, podem também se alimentar de qualquer animal terrestre pequeno que encontrar cruzando o rio ou lago, bem como frutas, sementes, algas e plantas aquáticas. Por seu hábito oportunista acaba atacando demais peixes quando colocada em cativeiro juntamente a outros indivíduos e até mesmo em redes de pesca.

Ocorre em rios e lagoas de águas barrentas e vive em cardumes pequenos ou de até mais de 100 indivíduos, embora não apresentem um comportamento de caça em grupo. Ocasionalmente entram em um “frenesi”, onde o cardume ataca uma presa e a devora em poucos minutos. Esse comportamento particular contribui para a reputação da piranha-vermelha como predadora voraz, mas os “frenesis” normalmente não são ataques aleatórios, e geralmente são o resultado de provocação a elas ou por fome. São as piranhas mais agressivas da Amazônia mas são extremamente raros os casos de ataques a humanos.

Caso tenha um indivíduo ferido e/ou moribundo no próprio grupo, este pode ser atacado e devorado pelos seus companheiros, ocorrendo o canibalismo na espécie.

A espécie atinge maturação sexual quando indivíduos macho atingem 13 centímetros e as fêmeas 15 cm e quando estão em época de acasalamento adquirem uma coloração escura com belas escamas prateadas cintilantes.
Sua reprodução ocorre no período de enchentes e a desova é fracionada (desova parcelada), ocorrendo por volta de Abril e Maio durante a estação chuvosa, geralmente com um pico ao longo de um período de dois meses, que
pode variar dependendo da localização.

A fêmea põe cerca de 5.000 ovos sobre a vegetação recém-submersa em um ninho construído pelo macho. O macho constrói um ninho de folhas próximo à margem ou troncos, onde serão depositados e fecundados os ovos.
Durante o processo de desenvolvimento dos ovos e larvas o macho defende ferozmente seu ninho e faz suaves movimentos com a cauda próximo ao ninho para melhorar a oxigenação e evitar a proliferação de determinados
fungos e bactérias. Os alevinos, quando se tornam maiores, costumam se infiltrar no meio de cardumes de pacus pois se parecem muito com eles, e quando podem, devoram alguns indivíduos do grupo.

Espero que tenham gostado.
Paulo Almeida Filho – Aposentado/Am

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