
O AMÉRICA FUTEBOL CLUBE, conhecido apenas como América ou popularmente Mequinha, é um esportivo brasileiro com sede na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Utiliza as cores vermelho e branco em seus uniformes.
Foi fundado no dia 2 de agosto de 1939, dentro da família Teixeira, em Manaus, na Rua da Instalação, no porão da casa dos pais de Arthur e Amadeu Teixeira (este, então, com 13 anos de idade).
Depois a sede foi levada à Rua Saldanha Marinho, Nº 255. Anos depois, na rua Lobo D’Almada, Nº 190.
Na década de 1960, o clube rubro obteve uma bela sede social situada no antigo bairro Alto de Nazaré, na Rua Silva Ramos, Nº 972.
Nesta sede houve vários bailes carnavalescos, inclusive com diversas rainhas americanas participando do concurso de Rainha do Carnaval de Manaus, com os desfiles ocorrendo na Avenida Eduardo Ribeiro.
Finalmente, em 1978, a Sede foi fincada no Bairro do Parque 10 de Novembro, no Conjunto Castelo Branco, na derradeira residência de Amadeu Teixeira.
O Futebol americano teve seus primórdios no Colégio Dom Bosco, no Centro Antigo de Manaus, na década de 1930. No início, com garotos humildes, internos da referida instituição, demonstrando muita disposição em sempre jogar bem. Era a chance que teriam jogando o futebol com classe e dedicação. O clube participou da Liga Auxilium, disputado no campo do colégio, e ao decorrer do tempo obteve boa fama no futebol suburbano.
Com o passar dos anos, os irmãos Teixeira, souberam continuar o trabalho e levaram o América a ser um clube federado, ingressando na 2ª divisão estadual, em 1945, quando foi vice campeão, fazendo sua estreia na elite em 1946.
Estreia na 1ª Divisão – O América foi vice-campeão da Segunda Divisão de 1945. Com a debandada que houve na 1ª divisão no passar de 1945 para 1946 (Independência, União e Rio Negro se retiraram, o América foi convidado a ingressar na elite estadual, ao lado do Comercial.
Apesar do Campeonato ser do ano de 1946, só foi iniciado em 1947, no dia 4 de Janeiro, quando o América enfrentou o Fast Clube no Parque Amazonense mas acabou derrotado por 2 a 1. Num campeonato curto de apenas um turno, o clube fez mais 4 jogos, sendo derrotado em todos eles: 1×4 Olímpico, 3×8 Comercial, 1×2 Nacional e 3×4 Tijuca, no jogo que encerrou o campeonato. O América foi o último colocado entre 6 clubes.
A primeira boa campanha da equipe rubra foi o 3º lugar, do campeonato de 1948, onde obteve sua primeira vitória sobre o Nacional, por 2×0, em 19 de Março de 1949.
No campeonato de 49, novamente um 3º lugar, num torneio onde voltou a vencer o Nacional, e obteve valorosa vitória de 4×1 sobre o Fast Clube (que viria a ser bicampeão do campeonato, naquele ano), em 7 de Agosto de 1949.
Tetracampeão de 1951-54 – Em 1951 chegou no clube a figura de Cláudio Coelho para ser o técnico de futebol. Coelho, bem articulado no meio futebolístico baré, montou praticamente uma seleção. O primeiro título foi conquistado em 29 de Junho de 1952, em jogo contra o Fast Clube válido ainda pelo campeonato de 51. Os rubros venceram por 2×1 e se sagraram campeões de 1951. O Fast Clube se tornou o principal adversário nesses anos de domínio americano. No campeonato de 1954, sem o tricolor que decidiu não participar, o tetra veio numa final contra o Nacional, disputada em três jogos já em Maio de 1955. Os resultados foram 3×3, 4×0 e 1×1.
Em 1955 o Fast Clube voltou e acabou com a sequência rubra, deixando o time americano com o vice-campeonato. Em 1956, Cláudio Coelho saiu para ingressar no Auto Esporte, pondo fim a uma era de domínio americano. Sem seu “super time” o América se viu nas últimas posições naquela temporada, situação que se repetiu de 1957 a 1959.
Em 1959, num campeonato com 15 participantes, a federação resolveu reduzir a Primeira Divisão para 8 equipes, e lá se foi o América, rebaixado para a “Chave B” como um dos 7 piores do Campeonato de 1959. Depois da “era Cláudio Coelho” o América nunca mais gozou da mesma grandeza, passando a ser, na maioria das temporadas apenas um mero figurante com raros lapsos da grandeza de outrora.
Em 2009, o América parecia caminhar para mais uma temporada comum, obtendo um modesto 5º lugar no 1º turno do Estadual. No 2º turno, uma campanha surpreendente, onde em 4 jogos, venceu 3 e empatou 1. Na final enfrentou o Fast Clube, encontrando neste o favoritismo. Após um empate em 1×1, foi campeão do returno por ter a melhor campanha.
Em pleno crescimento, o América foi para a final enfrentar o Nacional, que estava em queda de produção. O primeiro jogo foi de constante equilíbrio entre as equipes e terminou empatado em 1 a 1; já no segundo jogo, o América não hesitou e derrotou o Nacional por 3 a 0, resultado que o levou ao seu 6º título estadual, o último título da Primeira Divisão conquistado o campo do antigo Estádio Vivaldo Lima. O título lhe garantiu na Série D de 2010.
Em 2010, o presidente do clube, Amadeu Teixeira, nomeia sua neta, Bruna Parente para presidir o clube nos anos de 2010 e 2013, encerrando-se assim seu ciclo como presidente. Na sua primeira participação na Copa do Brasil, o América foi eliminado pelo Santa Cruz, após derrotas de 1×0 e 3×0. Pelo Campeonato Amazonense, o time não conseguiu repetir o sucesso da edição anterior, fazendo uma campanha razoável, onde terminou em 6º lugar.
No dia 14 de maio de 2010, o América Futebol Clube anunciou a mudança de seu nome para Manáos Futebol Clube como forma de popularizar o clube entre os amazonenses. O nome adotado foi baseado na primeira grafia do nome da capital amazonense, Manáos. As cores passaram a ser preto e verde. O preto seria em homenagem ao Rio Negro, enquanto o verde faria alusão à Floresta Amazônica.
O mascote não seria mais o Diabo.
Inicialmente foi feita eleição entre animais da fauna amazônica: onça, macaco, arara e tucano. Através de votação lançada dia 1 de junho de 2010 na internet foi eleita a onça Yawara
(55,1% do votos válidos) como novo mascote, anunciado em 9 de Junho de 2010, os outros concorrentes foram o tucano Tuki (31,7%) e o jacaré Bareh (13,2%).
No dia 21 de junho do mesmo ano, entretanto, a diretoria do América voltou atrás em sua decisão de mudar a identidade do clube, alegando não ter conseguido os investimentos públicos e privados que esperava receber com a mudança, o time cancelou o projeto Manáos.
A perda do acesso à Série C, o acúmulo de dívidas e também a desmotivação gerada, fizeram a cúpula do clube tomar a drástica medida de se afastar de todas as atividades de futebol profissional. Bruna Parente, última presidente do clube quando estava em atividade no futebol profissional, alegou em 2015 que a volta seria muito difícil, dizendo “um empresário com muito dinheiro e uma paixão pelo América maior ainda investe no clube, ou eu ganho na loteria”. Após a morte de Amadeu Teixeira, familiares chegaram a dizer que o América iria junto ao ilustre, que a partir dali não mais existiria. Em 2024 o clube inteirou 13 anos afastado de campeonatos da federação, bem como se encontra desligado da mesma. Caso queira retornar, terá que passar por todo o processo de filiação novamente.
Amadeu Teixeira é amazonense, nascido em 30 de Junho de 1926. Quando tinha por volta de seus 13 anos, viu sua família ajudar a fundar o América, que mais tarde ficou conhecido como “clube dos irmãos Teixeira”.
Pelo fato do América ser um clube da família, Amadeu colecionou funções no clube, sendo massagista, fisioterapeuta, presidente, e principalmente técnico. Ele acompanhou futebol até 2010, quando o clube disputou a Série D do Campeonato Brasileiro. Bruna Parente, neta do mesmo, alegou em entrevistas que a perda do acesso à Série C, em 2010, desmotivou Amadeu a continuar acompanhando futebol.
Amadeu foi homenageado e reconhecido várias vezes: Ele entrou para o Guinness World Records como o técnico a mais tempo à frente de um clube, dirigindo o América de 1955 a 2008.
– Em 2007, a maior delas, deu seu nome a um moderno ginásio de Manaus, a ser inaugurado naquele ano, que desde então se chama Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira. Alguns anos depois, o Ministério Público determinou a retirada do nome por conta de Amadeu ainda estar vivo, e tais homenagens serem póstumas. Um dia após o falecimento de Amadeu, um decreto de lei Nº 203 de 2017 determinou que o ginásio voltasse a receber seu nome.
– Em 2014, na primeira decisão disputada na Arena da Amazônia, a final do 1º turno do Campeonato Amazonense de 2014, entre Fast Clube e Princesa, Amadeu Teixeira deu o pontapé inicial da partida, junto a Orleans Nobre.
– Em 2016, Amadeu tirou os moldes de seus pés, para que o mesmo fosse eternizado na
“Calçada da fama” da Arena da Amazônia. Amadeu Teixeira faleceu em 7 de Novembro de 2017, por volta das 21 horas e 40 minutos do horário local, na altura de seus 91 anos de idade.
Símbolos – Escudo – Na altura de sua fundação, o escudo do América de Manaus era idêntico ao do América do Rio de Janeiro, com o monograma AFC inserido em cor branca dentro de um circulo vermelho. Algum tempo depois o circulo passou a ser branco, com borda e monograma vermelhos, adotando a inscrição “América F.C.” na parte superior e “Amazonas” na parte inferior. O clube passou a ser reconhecido como “América/AM”.
Na altura de sua participação na Série D, o clube passou a adotar uma nova camada circular, maior e vermelha, sobreposta às inscrições que passaram a ser usadas na cor branca.
Uniforme – Os uniformes do América são um totalmente vermelho (principal) e outro totalmente branco (secundário).
Mascote – O América nunca elegeu um mascote de forma oficial mas popularmente foi adotado o diabo, muito por conta de manter similaridade com o homônimo carioca.





Espero que tenham gostado!
Paulo Almeida Filho – Aposentado/Am
Fontes: Google, Wikipedia.
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