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Comércio do Amazonas registra desempenho negativo em agosto, aponta IBGE

Estado apresenta uma das maiores quedas do país, enquanto maioria das unidades da federação registra alta nas vendas

17 de outubro de 2025 às 14:20 Compartilhe

Os resultados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o comércio varejista do Amazonas teve desempenho negativo no mês de agosto de 2025, em contraste com o cenário observado na maior parte do país.

Enquanto 16 das 27 unidades da federação registraram variações positivas, o Amazonas ficou entre os estados com retração nas vendas, confirmando a dificuldade do setor em retomar o ritmo de crescimento após meses de instabilidade.

Desempenho abaixo da média nacional

Em nível nacional, o varejo cresceu 0,2% em agosto frente a julho (na série com ajuste sazonal), acumulando alta de 2,3% no ano e de 2,0% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. No Amazonas, porém, os números seguem em trajetória oposta: o Estado apresentou uma das maiores quedas no mês, e a média móvel trimestral ficou em -0,06%, sinalizando tendência de enfraquecimento do comércio a curto prazo.

Essa variação negativa mostra que a recuperação do poder de compra da população e o reaquecimento das vendas não estão ocorrendo de forma uniforme pelo território brasileiro. Enquanto em estados do Nordeste e do Sul houve expansão no consumo, o Norte, especialmente o Amazonas, enfrenta desafios específicos como custos logísticos elevados, concentração econômica e perda de renda real das famílias.

Perspectiva preocupante até o fim do ano

Com quatro meses restantes para o fechamento do levantamento anual, a continuidade desse desempenho indica risco de resultado anual negativo em 2025, o que não ocorre desde 2021 — período fortemente afetado pela pandemia de Covid-19.

Além das questões estruturais da economia regional, o setor comercial amazonense também sente os efeitos de um crédito mais restrito e do endividamento crescente das famílias, fatores que impactam diretamente o consumo local. A retração observada reforça a necessidade de políticas regionais que fortaleçam o consumo interno, incentivem a geração de emprego e renda e garantam maior competitividade às empresas locais.

Fontes e créditos:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), agosto/2025.
Adjalma Nogueira Jaques – Chefe de Disseminação de Informações do IBGE no Amazonas.
Dados complementares: Agência IBGE de Notícias e portais de economia regional (outubro/2025).

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