Imprensa

Histórias e Lendas do Amazonas

Histórias e Lendas

Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas

Por Paulo Almeida Filho

13 de outubro de 2025 às 12:24 Compartilhe

O INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DO AMAZONAS (IGHA) é um instituto cultural histórico e científico, com fins arquivísticos e de pesquisa.

Foi fundado em 1917 e tombado como patrimônio histórico pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico Artístico do Amazonas (CEDPHA) em 1980.

História – O processo de fundação do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas começou no dia 11 de março de 1917, data da primeira ata de reunião, onde foi designada uma comissão para elaborar o estatuto da instituição.

Entre os nomes responsáveis da comissão estão Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, Vivaldo Palma Lima, Henrique Rubin, Antonio Ribeiro Clemente Bittencourt e Agnello Bittencourt, sendo os três últimos coronéis.

O estatuto foi assinado pelo governador Pedro de Alcântara Bacellar tornando o instituto oficial.

Na assembleia de fundação do “IGHA”, efetivada no dia 25 de março de 1917, os nomes do corpo administrativo também foram indicados pelo governador, bem como as comissões de trabalho. Os nomes administrativos eram: Bernardo Ramos como presidente, Agnello Bittencourt de primeiro secretário, Henrique Rubin de segundo secretário, Antonio Bittencourt na função de tesoureiro e Vivaldo Lima como orador.

Segundo o estatuto de fundação de 1917, o instituto estaria apto a realizar pesquisas nas mais diversas áreas, como: história, antropologia, filosofia, astronomia, botânica, sobre os limites estaduais da região, geologia, agricultura, comércio, navegação, além da capacidade de tratos com os mais diversos documentos a respeito da região.

Assim como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro à época de sua fundação, o IGHA também possuía fortes vínculos com o Estado, sendo a narrativa cultural passada pelo instituto tida como oficial.

O instituto também possuía a função de preencher lacunas quanto a produção intelectual amazonense.

Acervo – O IGHA é localizado, desde a sua fundação em 1917, na Rua Frei José dos Inocentes, em um prédio de dois andares no centro histórico de Manaus.

No acervo do instituto contém documentos legais, folhetos, revistas e jornais.

Esses documentos são da época provinciana e também dos primeiros anos da Primeira República.

Grande parte do acervo é inventariado e higienizado.

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) GCSE • MHSE • MHIH • GCIP • OMC é a mais antiga e tradicional entidade de fomento da pesquisa e preservação histórico geográfica, cultural e de ciências sociais do Brasil, fundado em 21 de outubro de 1838.

História – O Instituto foi criado em 1838, em assembleia da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, por uma proposta do cônego Januário da Cunha Barbosa e do Marechal Raimundo José da Cunha Matos.

A sua criação, juntamente com o Arquivo Público do Império, que se somavam à Academia Imperial de Belas Artes, integrou o esforço dos conservadores (Regência de Pedro de Araújo Lima), para a construção de um Estado imperial centralizado e forte.

O IHGB foi criado com duas diretrizes centrais para seus trabalhos: a coleta e publicação de documentos relevantes para a história do Brasil e o incentivo, ao ensino público, de estudos de História.

Ex-líbris do IHGB idealizado por Manuel de Oliveira Lima.

Ex-líbris do IHGB idealizado por Manuel de Oliveira Lima.

A Assembleia de Fundação foi composta por vinte e sete membros fundadores, a maioria destes, além de desempenhar funções dentro do governo, era parte de uma geração ainda nascida em Portugal, transferida compulsoriamente ao Brasil por ocasião da vinda de D. João VI ao Brasil e educados em Coimbra, portanto refratários aos ideais da Revolução Francesa.

Este grupo foi dominante no Instituto e no governo até o início dos anos 1850, quando foi substituído pela geração formada no Brasil.

Estando localizado no Rio de Janeiro, sede da corte, estava credenciado a representar todo Brasil.

Reuniu em seus quadros a nata da sociedade e da intelectualidade da época, aglutinando membros locais (50 sócios efetivos) e de outras partes do País e do mundo (um ilimitado número de sócios correspondentes).

As comissões de geografia e de história incumbiam-se de receber memórias, documentos e artigos, davam seu parecer indicando-os à revista, à publicação avulsa, ou somente ao arquivo.

Suas publicações difundiam um discurso coerente e consonante com o ideal monárquico.

 

Comentários

Buscar

Compartilhe

Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas

Guia de Associados