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Histórias e Lendas do Amazonas

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As Chatinhas

Por Paulo Almeida Filho

30 de setembro de 2025 às 12:16 Compartilhe

“CHATINHAS” – refere-se a um tipo de embarcação fluvial, especificamente a vapores e de roda à popa, que eram comuns no Amazonas para transporte de passageiros e cargas em trechos menores, intermunicipais.

Elas eram diferentes dos grandes navios a vapor que navegavam em rotas maiores e também dos barcos menores usados para transporte de gado.

As chatinhas eram movidas a vapor e lenha, com capacidade para transportar passageiros e carga, e, eram uma característica marcante da navegação fluvial na região.

Detalhes sobre as “Chatinhas”:

1) Tipo de embarcação: Vapores de roda à popa;

2) Propulsão: Movidas a vapor e lenha;

3) Capacidade: Transportavam tanto passageiros (em primeira e terceira classe) quanto carga;

4) Utilização: Navegavam em trechos menores, intermunicipais, como entre Manaus e Itacoatiara;

5) Importância histórica: Foram um meio de transporte importante no desenvolvimento da região amazônica, conectando comunidades e facilitando o comércio;

6) Outras embarcações: É importante diferenciar as chatinhas de outras embarcações da região, como as “gambarras” (usadas para gado) e os “gaiolas” (vapores fluviais com superestruturas elevadas).

“As chatinhas, eram pequenos navios de roda de popa, com capacidade para 24 passageiros de primeira classe e 50 de terceira e mais 200 toneladas de carga trafegavam em trechos menores, intermunicipais.

“Entre as cidades de circulação das Chatinhas, está Itacoatiara, com início no…” “…chatas, gaiolas de roda na popa, de duas toldas, máquina em cima do convés, sessenta centímetros de calado e 200t de deslocamento, possuem diversos porões estanques.”

A parte dois da história das outras chatinhas que foram construídas.

As chatas GAMBARRAS são transportadoras de gado na ilha de Marajó, com capacidade para oitenta cabeças e cinco tripulantes.

Chatinhas são navios de roda à popa, com máquina de caldeira e lenha, destinados aos altos dos rios, com capacidade de 130 a 200 passageiros e 80 a 200t de carga, com guarnição de 19 homens.

As chatas GAIOLAS de roda na popa, de duas toldas, máquina em cima do convés, sessenta centímetros de calado e 200t de deslocamento, possuem diversos porões estanques. Os gaiolas, pequenos vapores fluviais cujo nome deriva dos camarotes que possuem nas amuradas, são embarcações de elevada superestrutura (construção feita sobre o convés principal), com capacidade para muitos passageiros e 300 a 600t de carga, 3,60m de calado, 26 homens de guarnição, propulsão a hélice ou a roda, na popa ou lateral.

Na bacia amazônica empregam-se embarcações de todos os calados.

São de uso generalizado as ubás, de casca de pau ou madeira, de tamanhos variáveis, que atingem, às vezes, nove metros.

Seu fundo é chato, sem quilha, e são movidas por pás ou varas.

Das ubás surgiram as montarias, usadas para o deslocamento comum do caboclo, que nessa zona recortada de cursos d’água, têm função análoga à do cavalo na zona pastoril.

A galeota, embarcação maior, com toldo de pano e parte da popa fechada para moradia, desloca de duas a quatro toneladas.

As igarités, maiores que a montaria e menores que a galeota, são de dois tipos: vigilengas e geleiras.

Nome feminino, barco ligeiro de fundo chato, barcaça larga e pouco profunda. Etimologia: Do latim popular *platta-, feminino de plattu-, «plano; chato».

A princípio, é gostoso de se ver e já foi também de se andar, como passageiros ou tripulantes.

No tempo em que as águas dos rios do Amazonas tinham poesia. Devem ter vindo da Inglaterra, zarpado de Liverpool ou outro porto qualquer, na época da Amazon River, a concessionária britânica da navegação fluvial na Amazônia.

Ou seja, são as “chatinhas de rodas”, tão úteis e agradáveis no passado.

Com uma concorrência fabulosa, só igualada a avião da Panair, atualmente.

Faziam, de preferência, assim, os chamados “recreios”, levando passageiros e cargas.

De uma pontualidade britânica, chegavam e saíam sempre no horário.

Agora abandonadas num igarapé qualquer, fazem lembrar que ainda podem ser recuperadas para prestar bons serviços ao Estado. Em suma, trazendo e levando uma música agradável, lembrando que o Amazonas ainda pode ser o celeiro do Mundo. Que de tanto ser dito, ninguém quase acredita.

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