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Reforma Tributária: o que muda na gestão e regularização de imóveis

Por Sarah Lima

1 de setembro de 2025 às 15:21 Compartilhe

A Reforma Tributária em curso trouxe mudanças relevantes que impactam diretamente a gestão e a regularização de imóveis no Brasil. Entre as principais novidades está a criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), integrado ao Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (SINTER), instrumentos que reforçam a transparência e ampliam a capacidade de fiscalização da Receita Federal.

Com o CIB, cada imóvel urbano ou rural passará a ter um código único de identificação, funcionando como um “CPF do imóvel”. Esse código permitirá que informações sobre construções, aquisições, transmissões e contratos de locação sejam registradas e monitoradas em tempo real, em integração com cartórios, prefeituras e órgãos de controle.

Essa inovação representa um avanço na gestão cadastral, mas também traz novos desafios para empresários, investidores e proprietários. A partir da implementação prática, a informalidade na posse, uso e negociação de imóveis tende a ser eliminada, e eventuais omissões poderão ser interpretadas como sonegação fiscal, sujeitando os responsáveis a multas e cobranças retroativas.

No setor da construção civil, a exigência de regularização se torna ainda mais rigorosa. Obras não declaradas junto à Receita Federal e ao Cadastro Nacional de Obras (CNO) poderão gerar complicações jurídicas e financeiras, além de inviabilizar o registro ou a comercialização dos imóveis.

Diante desse cenário, torna-se imprescindível que empresários e proprietários estejam atentos às exigências legais e busquem adequação preventiva. A regularização dos imóveis e obras não é apenas uma obrigação, mas um elemento essencial para a segurança jurídica e a viabilidade econômica dos empreendimentos.

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