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Entrevista com o diretor pleno da Associação Comercial do Amazonas

Empresário e Presidente da FETRAMAZ Irani Bertolini

5 de agosto de 2025 às 17:04 Compartilhe

A terceira edição da TranspoAmazônia (Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística), ocorrerá daqui há nove meses, mas está sendo gestada desde já pelos empresários interessados nas melhorias do transporte e logística da/para a Região Norte. O lançamento da TranspoAmazônia ocorreu em 16 de julho, na sede da Fetramaz (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Amazonas). O evento acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de maio de 2026, no Centro de ConvençõesVasco Vasques, reunindo empresários, profissionais dos setores em destaque, políticos, imprensa e estudantes para discutir os desafios apresentando soluções para Fotos: Divulgação o setor de transporte e logísticana região amazônica, abrangendo transporte rodoviário, aquaviário, aéreo, cabotagem e cons trução naval. A TranspoAmazônia está sendo organizada pela Fetramaz, cujo presidente Irani Bertolini concedeu a entrevista, a seguir, ao Jornal do Commercio.

 “A indústria naval é a responsável pela fabricação das embarcações que enfrentam os rios”

“A indústria naval é a responsável pela fabricação das embarcações que enfrentam os rios”

Jornal do Commercio: Quais serão os objetivos da 3ª TranspoAmazônia?

Irani Bertolini: São dois objetivos principais que estão interligados: proporcionar um ambiente de negócios que apresente as principais inovações, melhores propostas e soluções voltadas para a nossa região, e na mesma oportunidade promover painéis de debates, palestras, reuniões com assunto central sendo tudo o que envolve a logística do Norte. Trabalharemos para que esses objetivos se alinhem e apresentem bons frutos no sentido de propostas de soluções, crescimento e avanço para o transporte nortista.

JC: Quais os principais problemas enfrentados pelos transportadores que precisam levar, ou trazer, cargas de/para Manaus?

IB: Começamos pela infraestrutura de rodovias que precisam de manutenção, recuperação e até mesmo alargamentos, sempre mencionando principalmente a BR-319 que quando estiver em pleno funcionamento deve alavancar o crescimento dos Estados do Amazonas e Roraima. Pas samos ainda pelas questões da navegação, com os rios precisan do de sinalizações e dragagens. Tanto no setor rodoviário quanto  no aquaviário não podemos deixar de mencionar a necessidade de mais segurança para os transportadores. A questão da burocracia, que já diminuiu bastante, mas ainda precisa de atenção. E o assunto dos impostos e taxas às quais são submetidos os transportadores.

JC: Existem soluções, a curto prazo, para estes problemas?

IB: A Fetramaz sempre busca solução em órgãos como: Dnit, ANTT, Ministério dos Transportes, Ministério da Justiça, visando as melhorias necessárias em infra estrutura e segurança, mas o que percebemos é que precisamos de forças também junto ao Congresso Nacional na hora de aprovar orçamentos para a Região Norte, e para propor e aprovar projetos de lei que influenciam na nossa categoria.

JC: Por que os governos do Brasil não têm interesse no asfaltamento da BR-319?

IB: As licenças ambientais tem sido o maior entrave, mas acreditamos que o governo deve procurar uma forma de fazer a BR-319 coexistir com a natureza.

“O governo deve procurar uma forma de fazer a BR-319 coexistir com a natureza”

JC: Quais empresas e instituições já confirmaram presença na TranspoAmazônia?

IB: Temos como apoiadores o Governo do Estado, Sistema Transportes, CIT, NTC, ABTC, Sidnaval, Setacre, Setracap, Set cam, Setcerr, Sindcar, Sincarsul, e Sindcarpa.

JC: A novidade desta edição será a inclusão da indústria naval. Fale sobre isso.

IB: Essa decisão foi muito importante e se tornou mais um pilar da TranspoAmazônia, a indústria da construção naval que vem representada pelo Sindnaval (Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas). Nossas estradas são rios, e é essa indústria a responsável pela fabricação das embarcações que enfrentam os rios. É um setor totalmente interligado com o principal meio de transporte da Amazônia. E é muito importante trazer isso para dentro da Feira, já que nosso objetivo é promover o encontro de todos esses atores.

JC: Existem empresas querendo investir no transporte e logística para o Amazonas, mas não o fazem devido às dificuldades existentes na região?

IB: É desafiador, os custos e a geografia são fatores que devem ser bem estudados, mas a Região Norte, que eu costumo dizer ser um país, tem muito a oferecer, muito a crescer e com inúmeras oportunidades e possibilidades. Quem tem essa disposição em investir, certamente enxerga um futuro promissor.

JC: Quais outras atividades acontecerão durante a TranspoAmazônia?

IB: Além das exposições teremos atividades voltadas ao público acadêmico. Painéis, palestras, cursos. Devemos ser os primeiros a motivar nossos jovens a investir seu futuro no estudo da logística

Irani, “precisamos de forças também junto ao Congresso Nacional”

FONTE: https://jcam.com.br/ (CADERNO B , 05.08.2025) – EDIÇÃO Nº44.355

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