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Lenda do Monte Roraima

Por Paulo Almeida Filho

28 de julho de 2025 às 13:32 Compartilhe

A lenda mais conhecida do Monte Roraima conta que a montanha surgiu a partir do tronco de uma árvore gigante chamada WAZAKÁ.

Essa árvore, por sua vez, teria sido cortada após um aviso divino de que seus frutos eram sagrados e não deveriam ser consumidos. A desobediência da tribo, que consumiu os frutos, teria causado a ira da natureza, resultando no surgimento do Monte Roraima.

Os índios Macuxi contam que antigamente, no local onde hoje existe o Monte Roraima, existiam apenas terras baixas e alagadiças, cheias de igapó.

A árvore caiu para o norte, e é por isso que há diversas frutas silvestres naquela região, onde fica a Guiana.

O toco da árvore se tornou o Monte Roraima, o gigante místico que conhecemos até hoje.

Os índios Macuxi contam que antigamente, no local onde hoje existe o Monte Roraima, existiam apenas terras baixas e alagadiças, cheias de igapó.

As tribos que viviam naquela área não precisavam disputar comida, pois a caça e a pesca eram fartas. Uma vez, nasceu um belo pé de bananeira. A estranha planta cresceu muito rápida e deu belíssimos e apetitosos frutos.

Os pajés avisaram a todos que aquele vegetal era um ser sagrado e que como tal seus frutos eram proibidos para qualquer pessoa da tribo. Eles disseram ainda que caso alguém desobedecesse a regra e tentasse comer uma fruta daquelas, desgraças terríveis aconteceriam: a caça se tornaria rara, As frutas secariam e até a terra iria tomar um formato diferente.

Era permitido comer de tudo, menos os frutos da bananeira sagrada.

Todos passaram a temer e a respeitar as ordens dos pajés.

Mas houve um dia em que, ao amanhecer, todos correram para ver com espanto a primeira desgraça de muitas que ainda estavam por vir: um cacho da bananeira havia sido decepado.

Todos se perguntavam, mas ninguém sabia dizer quem poderia ter feito aquilo. Antes que tivessem tempo para descobrir o culpado, a previsão dos mais velhos começou a acontecer.

A terra começou a se mover e os céus tremiam em trovões.

Todos os animais, da terra ou do céu, bateram em retirada.

Um dilúvio começou a despencar e um enorme monte começou a brotar rasgando aquelas alagadas terras.

E foi assim que nasceu o Monte Roraima.

É por tudo isso que, até os dias de hoje, acredita-se que o monte Roraima chora quando de suas pedras caem pequenas gotas de água cristalina.

É importante respeitar as tradições indígenas e a fragilidade do ecossistema durante a visita ao local.

O Monte Roraima é um monte localizado na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um TEPUI, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do planalto das Guianas.

Delimitado por falésias de cerca de 1 000 metros de altura,  seu planalto apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estende a seus pés.

Assim, o alto índice pluviométrico promoveu a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo.

A flora adaptou-se a essas condições climáticas e geológicas com um elevado grau de endemismo, onde encontra-se diversas espécies de plantas carnívoras – que retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo.

A fauna também é marcada por um acentuado endemismo, especialmente entre répteis e anfíbios. Esse ambiente é protegido no território Venezuelano pelo Parque Nacional Canaima e no território brasileiro pelo Parque Nacional do Monte Roraima.

Seu ponto culminante eleva-se no extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar, a 2 810 metros de altitude. O segundo ponto mais alto, com 2 772 metros, localiza-se ao norte do planalto, em território guianense, próximo ao marco de fronteira entre os três países.

Conhecido pelos ocidentais apenas no século XIX, o Monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912.

Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o Monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro.

A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos.

O Monte Roraima é denominado em espanhol como tepuy Roraima ou cerro Roraima. No entanto, a grafia correta seria Roroima. Seu ponto culminante é a Maverick Stone, nome dado em virtude de sua semelhança com o veículo de mesmo nome, fabricado pela Ford.

O Monte Roraima está localizado no norte da América do Sul, na porção leste do planalto das Guianas, mais precisamente na serra de Pacaraíma, na região do planalto coberto pela Gran Sabana.

Divide-se entre três países: Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao norte (10%) e Venezuela ao sul e oeste (85%).

Administrativamente, é parte do estado brasileiro de Roraima (localizado no município de Uiramutã), da região de guianense (conselho de vizinhança de Mazaruni/Lower Berbice Essequibo) e do estado venezuelano de Bolívar (município de Gran Sabana).

Apesar de estar localizado numa região remota da América do Sul, o acesso ao monte Roraima é relativamente fácil pelo lado venezuelano. Isso ocorre pela proximidade com uma rota internacional – composta pela Autopista 10 na Venezuela e pela Rodovia BR-174 no Brasil – que liga a cidade venezuelana de Carúpano, na costa do Caribe, à cidade brasileira de Cáceres, na divisa com a Bolívia.

Essa rota passa a oeste do monte Roraima, cruzando a Gran Sabana, e serve muitas vilas e aldeias. Porém, tanto pelo lado brasileiro quanto pelo lado guianense, a região é totalmente isolada e pouco povoada, acessível apenas por vários dias de caminhada pela floresta ou por pequenas pistas de pouso locais.

História e Lendas – Significado para os povos indígenas: Para os povos indígenas da região, como os Macuxi e Pemon, o Monte Roraima é uma montanha sagrada, considerada a “Casa de Macunaíma” ou a “Casa dos Deuses”.

Lenda de Wazaká: Uma lenda indígena narra que o Monte Roraima surgiu do tronco de uma árvore caída, a Wazaká, que teria se transformado em uma montanha mística.

Exploração europeia: Os europeus só descobriram o Monte Roraima no século XIX, com a exploração da região durante a colonização espanhola e britânica. A primeira escalada bem sucedida foi realizada em 1884 por uma expedição britânica liderada por Everard im Thurn.

Ponto de fronteira: O Monte Roraima foi confirmado como ponto culminante do planalto das Guianas e como marco da tríplice fronteira em 1931.

Inspiração literária: A aventura da exploração do Monte Roraima inspirou o livro “O Mundo Perdido” de Arthur Conan Doyle.

Geologia e Ecossistema – O Monte Roraima é um resquício de um antigo bloco de arenito com cerca de 1,8 bilhão de anos, formado pela solidificação de grandes dunas.

Erosão: A ação do vento e da água esculpiu as rochas ao longo do tempo, criando as formações únicas que vemos hoje.

Ecossistema único: O cume do Monte Roraima abriga um ecossistema isolado, com espécies de plantas e animais endêmicas, incluindo plantas carnívoras e orquídeas raras.

Atrações: Ponto Triplo: O marco da tríplice fronteira é um ponto de interesse turístico, onde se encontram Brasil, Venezuela e Guiana.

Cachoeiras e rios: A montanha é conhecida por suas numerosas cachoeiras e rios que se formam em seu topo.

Trilhas e passeios: O Monte Roraima é um destino popular para trekking e caminhadas, com trilhas que levam ao topo da montanha.

Significado para o turismo: O monte Roraima é um tepui, um tipo de platô cercado por falésias, típico do planalto das Guianas.

A montanha tem formato de arco no sentido norte-sul-leste-oeste com um estreitamento central causado pela presença de um grande circo natural em seu flanco noroeste.

Falésias retilíneas de até 1 000 metros de altura compõem a maior parte de suas outras faces, como a sul, sudeste, leste, nordeste e noroeste – essas duas últimas faces imitam a proa de um navio avançando sobre floresta, sendo por isso mesmo denominado “a proa”.

No extremo sul da montanha, uma parte da falésia rompeu-se e formou um imponente monólito natural: o Tök-Wasen.

As falésias têm suas bases cercadas por encostas íngremes, mas pouco elevadas nas faces sul e leste, que se estendem rapidamente em altas planícies de cerca de 1 200 metros de altitude, cobertas pela Gran Sabana.

Por outro lado, as faces norte e oeste formam vales curtos que conduzem a um planalto de cerca de 600 metros, ocupados pela floresta tropical.

O cume sub-horizontal do platô tem pouco mais de dez quilômetros de comprimento e largura máxima de cinco quilômetros – para uma superfície de trinta e três a cinquenta km² – e mantem-se acima dos 2 200 metros (com uma média de 2 600 a 2 700 metros).

Sua superfície exibe formações pseudocársticas esculpidas pelas condições climáticas, estruturas ruiniformes, grutas e desfiladeiros, batizados com nomes como “Labirinto”, “Vale dos Cristais”, as “Jacuzzis”, etc.

Uma dessas formações, a “Maverick Stone”, corresponde ao ponto culminante da montanha, com 2 810 metros de altitude. Localizada na extremidade sul do planalto, a formação é também o ponto mais alto do estado de Bolívar – o ponto mais alto da Venezuela é o Pico Bolívar, com 4 978 metros de altitude – e da Gran Sabana, sendo o quarto ponto mais alto do planalto das Guianas – atrás do Pico da Neblina, do Pico 31 de Março e do Cerro Marahuaca.

A 8,25 quilômetros ao norte do cume, uma outra elevação, com 2 772 metros de altitude, determina o ponto mais alto da Guiana, na fronteira com a Venezuela.

Finalmente, ao norte do planalto, a 2 734 metros de altitude, encontra-se o marco da tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

Clima – Devido à sua proximidade com a Linha do Equador, o monte Roraima é influenciado pelo clima tropical. Caracterizada pela Gran Sabana, apresenta temperatura média anual entre 20 e 22 °C e índice pluviométrico de cerca de 1 500 milímetros – podendo atingir níveis entre 1 800 e 3 000 milímetros, dependendo das condições orográficas, além de uma estação seca entre os meses de dezembro e março.

As condições climáticas no topo da montanha apresentam significativas diferenças em relação à sua base. Assim, a temperatura média – que não passa dos 10 °C durante o dia – pode chegar aos 2 °C à noite.

A alta nebulosidade da região – associada aos ventos dominantes do nordeste e do sudeste – é responsável por um índice pluviométrico de 2 000 a 4 000 milímetros,[ o que mantem a umidade relativa do ar entre 75 e 85%.

FONTE: Wikipédia, Google.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista*

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