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Histórias e Lendas do Amazonas

Histórias e Lendas

Pirarucú o Guerreiro Transformado em Peixe

Por Paulo Almeida Filho

21 de julho de 2025 às 11:20 Compartilhe

A LENDA DO PIRARUCÚ conta a história de um guerreiro indígena, filho do chefe da tribo, que se tornou o maior peixe de água doce do mundo.

O guerreiro, conhecido por sua força e também por sua maldade e desrespeito aos Deuses, foi transformado em peixe por Tupã como forma de punição.

A lenda: Em uma tribo indígena da Amazônia, vivia Pirarucu, um guerreiro forte e corajoso, mas também arrogante e cruel.

Ele se vangloriava de sua força, desrespeitava os mais fracos e até mesmo zombava dos Deuses.

Na TRIBO DOS UAIÁS, no sudoeste da Amazônia, nasceu um índio chamado Pirarucu, que mais tarde se tornaria um grande e forte guerreiro.
Pirarucu era filho de Pindarô, Chefe dos Uaiás e conhecido por sua bondade.

Pirarucu, porém, não herdou do pai o bondoso coração.

Tupã puniu Pirarucu devido ao seu comportamento cruel e egoísta, caracterizado pela vaidade, orgulho excessivo e pela prática de matar outros índios sem motivo.

Tupã, como Deus, observou Pirarucu por um longo tempo, mas cansou-se de sua conduta e decidiu puni-lo.

Um dia, durante uma grande tempestade, Pirarucu desafiou Tupã, o Deus maior, e continuou a praticar maldades, mesmo diante do perigo.

Tupã, indignado com a arrogância e a falta de respeito do guerreiro, decidiu puni-lo.

Ele ordenou que o Deus do trovão lançasse raios e trovões sobre Pirarucu, e que uma forte tempestade o atingisse.

Mesmo sendo atingido por um raio, Pirarucu não se arrependeu e continuou desafiador. Foi então que, com o corpo ainda vivo, foi levado pelas águas do rio e transformado em um enorme peixe escuro.

O Pirarucu, nunca mais retornou à forma humana.

Para povos como os Deni, o Pirarucu é, além de alimento e renda, parente, espírito ancestral e símbolo de continuidade. Esse vínculo transforma o manejo: “Eles não manejam um recurso, mas semelhante”, explica o biólogo João Campos-Silva.

O nome Pirarucu, tem origem na língua tupi e significa “Peixe Vermelho”.

Por respirarem apenas fora da água, os pirarucus podem ficar embaixo d’água apenas entre 10 e 20 minutos.

O pirarucu é um dos maiores peixes de água doces fluviais e lacustres do Brasil. Pode atingir até três metros e vinte centímetros e pesar até 330 kg.

A palavra pirarucu é de origem tupi, constituída de PIRA, que significa peixe; e URUCU, que é vermelho, característica da semente urucum.

O pirarucu tem dentes. Eles são pequenos, numerosos e estão localizados na língua e nas mandíbulas.

O pirarucu é um peixe carnívoro e usa seus dentes para capturar e triturar suas presas.

Além dos dentes na boca, o pirarucu também possui uma língua óssea coberta de dentes, que auxilia na apreensão e trituração do alimento.

Distribuição: É um peixe encontrado geralmente na bacia Amazônica, nos territórios do Brasil, Peru e Guiana, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. Costuma viver em lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas, com temperaturas que variam de 24 a 37 °C, não sendo encontrado em zona de fortes correntezas ou em águas ricas em sedimentos.

Um fragmento fóssil de peixe datado do período Mioceno foi encontrado no vale do rio Magdalena, na Colômbia, e foi determinado como semelhante e intimamente relacionado com A. gigas.

A descoberta corrobora para uma conexão direta da região do Magdalena com a bacia hidrográfica do Amazonas e sua fauna, que se separou com a elevação da Cordilheira dos Andes oriental no final do Mioceno.

Esta espécie de peixe possui características biológicas bem distintas: De grande porte, mede entre 2 e 3 metros de comprimento, com peso entre 100 a 200 kg ou mais.

Sua cabeça ossificada é achatada e relativamente pequena, é liso com uma boca larga, sem barbilhos e bandas de dentes similares a lima na boca.

Seu corpo é alongado e escamoso; as nadadeiras dorsal e anal ficam inteiramente deslocadas para trás, junto à caudal, que é pequena em proporção ao corpo.

A cor é escura no dorso; da metade para trás as escamas têm orlas vermelhas e na região caudal predomina a cor vermelha.

É coberto por escamas redondas grandes, duras e vermelhas.

Origem e significado: A lenda do pirarucu é uma história popular na região amazônica, usada para explicar a origem do peixe e também para transmitir valores como respeito aos mais fracos, aos mais velhos e aos Deuses.

O pirarucu é um peixe emblemático da região amazônica, conhecido por sua força e tamanho, e sua lenda carrega consigo ensinamentos importantes sobre a relação entre o homem, a natureza e o mundo espiritual.

O pirarucu é um gigante do rio que chama atenção pelo tamanho, aparência e comportamento. Soberano, assume o pódio de maior peixe de escamas de água doce do mundo, podendo medir dois metros e pesar 200 quilos.

Ao observar esta espécie de perto é fácil perceber que ela traz traços “primitivos”.

O pirarucu surgiu há quase 190 milhões de anos, quando a América do Sul e a África formavam um único continente, chamado Pangeia.

E é claro que um peixe como esse traz em sua existência diferentes histórias.

E, exatamente por isso, ele é considerado uma lenda viva da Amazônia.

É conhecido também como o bacalhau da Amazônia.

Possui dois aparelhos respiratórios, as brânquias, para a respiração aquática e a bexiga natatória modificada, especializada para funcionar como pulmão, no exercício da respiração aérea, obrigatória principalmente durante a seca, ocasião em que os peixes formam casais, procuram ambientes calmos e preparam seus ninhos, reproduzindo durante a enchente.

É papel do macho proteger a prole por cerca de seis meses. Os filhotes apresentam hábito gregário, e durante as primeiras semanas de vida, nadam sempre em torno da cabeça do pai, que os mantém próximos à superfície, facilitando-lhes o exercício da respiração aérea.

As escamas são compostas por camadas internas de correias flexíveis imprensadas entre as camadas externas de plástico rígido.

O Pirarucu não apresenta dimorfismo sexual externo, salvo quando em época de reprodução, que apresenta diferenças nas colorações de suas escamas.

Na culinária regional, o pirarucu é servido como componente principal em diversos pratos típicos do Amazonas e do Pará.

Um desses pratos é o “Pirarucu à Casaca” que é bastante servido em festejos juninos. Sua carne é bastante apreciada no estado, onde é bastante requisitada. Além disso, partes de seu corpo, como

sua escama, eram utilizadas no passado como lixas para unhas e outras utilidades.

O pirarucu chega ao mercado para venda em mantas, depois de passar por processo de salga ao sol.

Com o aumento da pesca comercial nas últimas décadas, os estoques pesqueiros vem sofrendo uma pressão cada vez mais intensa. Isso gera impacto nas populações das principais espécies comerciais.

FONTE: Wikipédia, Google.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista*

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