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Histórias e Lendas do Amazonas

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Bandeira e Hino do Amazonas

Por Paulo Almeida Filho

30 de junho de 2025 às 11:39 Compartilhe

A BANDEIRA DO AMAZONAS é um retângulo com três faixas horizontais de cores branca, vermelha e branca.

No parte superior esquerdo, sobre a faixa branca, um cantão azul com 25 estrelas brancas de cinco pontas, representando os municípios amazonenses de 1897, na qual uma destas está sempre voltada para a parte superior.

No centro há uma estrela de tamanho maior que as demais.

A cor vermelha simboliza o sangue derramado pelos militares do Amazonas na Guerra de Canudos.

Seu desenho consiste em um retângulo de proporção largura-comprimento igual a 15:21 dividido em três faixas horizontais de mesma largura nas cores branco, vermelho, branco.

As estrelas estão dispostas do seguinte modo:

A primeira fileira terá 8 (oito) estrelas;

A segunda terá 4 (quatro) estrelas;

A terceira terá 4 (quatro) estrelas;

A quarta terá 8 (oito) estrelas, equidistantes uma da outra proporcionalmente ao interior do retângulo.

Foi adotada por ocasião da Lei nº 1513 de 14 de janeiro de 1982.

Simbolismo: As 25 estrelas no canto esquerdo superior representam os 25 municípios em que se dividia o estado em 4 de agosto de 1897.

A estrela maior representa a capital Manaus.

As duas faixas brancas na horizontal representam ESPERANÇA e a faixa vermelha, as DIFICULDADES SUPERADAS.

Na Bandeira Amazonense, ao branco e azul somou-se o vermelho (que pode ser interpretado em relação à época de preparação da bandeira), exatamente para que fosse levada aos campos de combate em Canudos, no ano de 1897, pelo Batalhão Militar Amazonense (atual Polícia Militar do Estado do Amazonas), que se integrou às forças dos demais estados naquela luta.

HINO DO AMAZONAS

O Hino do Amazonas foi instituído pela Lei nº1404 de 1 de setembro de 1980, após a existência informal de vários outros, executados com esta prerrogativa.

Resultou de um concurso público.

A música é do maestro amazonense Cláudio Santoro e a letra do poeta Jorge Tufic Alaúzo.

Proferido de improviso na abertura da semana da Pátria e semana do Amazonas, dia 1.º de setembro de 1980, às 8 h, na Praça do Congresso, momento em que fez o lançamento oficial do Hino do Amazonas.

Em todo esse decorrer de tempo, lutas foram travadas na busca de conquistar a autonomia do Estado do Amazonas, para que ele se transformasse numa força política dentro da Pátria Brasileira, animado pelas mesmas forças, pelos mesmos sentimentos de brasilidade, mas consciente de uma identidade histórica, na busca de uma personalidade cultural.

E essas lutas todas representam hoje aquele esforço cristalino que está no Hino do Amazonas, esse hino que evoca as conquistas tão puras, as conquistas de bravos realmente, mas as conquistas cheias de sangue, de injustiças, talvez, no domínio do índio, na afirmação de todo esse sofrimento, ora de tragédia, ora de afirmações brilhantes, numa nova nacionalidade.

Os caprichos da história são caprichos às vezes terríveis e o sangue do índio subjugado iria ressurgir na força de uma nova Pátria, transfundido na cultura do europeu, na afirmação, no estado de uma consciência da América, de uma consciência do Brasil e de uma consciência da Amazônia e, mais do que isso, de uma consciência do Amazonas como participante decisivo no processo histórico de nossa Pátria.

A afirmação, portanto, que contém o Hino, do momento, do passado, da crença e da esperança do presente e da afirmação de uma melhor história para o futuro, representam três instantes na eternidade do tempo.

O Hino é, portanto, a expressão de tudo o que está dentro dos nossos corações.

Ele fala, na musicalidade e na expressão da sua letra, de todos os nossos anseios, impulsionados pela nossa tradição, traduzindo a síntese do milagre da história na afirmação de uma nova nacionalidade.

Não tínhamos um hino oficial e queremos participar da história, tecer a história como membros da comunidade brasileira, conscientes de que a nossa participação no futuro será crescentemente marcada.

Somos detentores de um grande patrimônio que a natureza nos legou, de florestas e de rios, que deve ser mobilizado conscientemente a serviço da humanidade e a serviço do Brasil.

O Hino traz, entranhado nas suas expressões, na sua sublimidade, esse sentido profundo da harmonia de civilização que vamos construir com a própria natureza.

É a floresta que vai nos ensinar, também, ao sopro dos ventos e no vigor dos ramos, na beleza das flores e no canto das aves, que seremos grandes quando soubermos ser grandes pelo amor à natureza, pelas responsabilidades com a sociedade e pelo pensamento eterno de que o Amazonas é grande por que grande é o Brasil e o Brasil é grande por que nós, pela força de nossos músculos, pela capacidade de nossa inteligência e pela determinação da nossa história, vamos fazê-lo sempre eterno.

A Lei nº 1.404, de 1º de setembro de 1980, aprova o Hino do Amazonas, dispõe sobre sua forma e apresentação e dá outras providências.

Espero que tenham gostado.

FONTE: Wikipédia, Google,
O hino do Amazonas pode ser ouvido no site do YOUTUBE.

“O conteúdo é de responsabilidade do colunista”

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