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Doces de Castanha do Pará

Por Paulo Almeida Filho

9 de junho de 2025 às 12:40 Compartilhe

CASTANHA DO PARÁ – Bertholletia excelsa ou Castanheira, popularmente conhecida no Brasil como Castanha-do-Pará, (e as variações regionais castanha-da-amazônia, castanha-do acre, castanha-do-brasil) noz amazônica, noz boliviana, tocari, juvia ou tururi, é uma árvore de grande porte da família Lecitidácea, originária da floresta de terra firme, muito abundante na Amazônia, cujo fruto contém a castanha, do qual se extrai o núcleo de sua semente para o consumo.

Características morfológicas – A Bertholletia excelsa é uma grande árvore, chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura e 1 ou 2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia.

Há registros de exemplares com mais de 50 metros de altura e diâmetro maior que 5 metros, no Pará. Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1 000 ou 1 600 anos.

Seu tronco é reto e permanece sem galhos por mais da metade do comprimento da árvore, com uma grande coroa emergindo sobre a folhagem das árvores vizinhas. Sua casca é acinzentada e suave.

A árvore é caducifólia, suas folhas, que medem de 20 centímetros a 35 cm de comprimento e 10 cm a 15 cm de largura, caem na estação seca. Suas flores são pequenas, de uma coloração verde-esbranquiçada, em panículas de 5 centímetros a 10 cm de comprimento; cada flor tem um cálice caducifólio dividido em duas partes, com seis pétalas desiguais e diversos estames reunidos numa massa ampla em forma de capuz.

A primeira menção registrada remonta a 1596, realizada por Juan Álvarez Maldonado, nas matas do território que hoje corresponde ao Peru. Mais de um século depois, o Império Português consolidou de maneira duradoura sua hegemonia na região amazônica ao estabelecer o Estado do Grão-Pará e Maranhão, fomentando o desenvolvimento econômico local por meio da exploração extrativista da oleaginosa que passou a ser popularmente conhecida como castanha-do-pará, em alusão à área que compreendia a atual Amazônia brasileira.

Apesar do seu nome em inglês (“Brazil nut “), atualmente o maior exportador do fruto da Bertholletia excelsa amazônica não é o Brasil, mas sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras, ou ainda nuez amazónica e nuez boliviana.

Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devido ao desmatamento. O nome “Castanha-do-Pará” se refere a Capitania do Grão-Pará (1621–1821) que incluía toda a Amazônia brasileira.

Atualmente muitos acreanos – por serem os maiores produtores nacionais de castanha – referem-se a elas como “Castanhas-do-Acre”.

Alguns nomes indígenas são juvia, na região do rio Orinoco na Venezuela e Colômbia, e em outras regiões do Brasil. Como as castanhas são encontradas em todos os estados amazônicos brasileiros – e não apenas estes, mas também nos demais países amazônicos, como a Bolívia, maior produtora mundial, a espécie também é chamada ‘’Castanha-da-Amazônia’’.

Embora seja histórica e vernacularmente conhecida como uma castanha, os botanistas referem-se a Bertholletia excelsa como uma semente, e não uma castanha, já que, segundo a classificação moderna, nas castanhas e nozes, a casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

É um fruto com alto teor calórico e proteico, além disso, contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer.

É a única espécie do gênero Bertholletia.

Nativa nas Guianas, Venezuela, Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia), leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro, Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins.

Floresce na passagem da estação seca para a chuvosa, o que no leste da Bacia Amazônica ocorre de setembro a fevereiro, com pico de outubro a dezembro.

Perto de julho suas folhas caem, algumas ficam completamente sem folhas na estação seca. As flores são em grande número, e duram apenas um dia. Os frutos demoram de 12 a 15 meses para amadurecer, e caem principalmente em janeiro e fevereiro. As sementes, quando não tratadas, demoram de 12 a 18 meses para germinar, devido a sua casca espessa.

Como consumir a Castanha-do-Pará: “Elas podem ser incluídas em iogurtes, vitaminas, saladas ou mesmo consumidas como um lanche rápido. Outra opção é adicioná-las picadas em preparações como farofas ou em receitas de cookies e granolas caseiras”.

A cápsula contém um pequeno buraco em uma das pontas, que permite a grandes roedores como a cutia e, com menos frequência, os esquilos, roerem até abrir a cápsula.

Eles comem, então, algumas das castanhas que encontram ali dentro e enterram as outras para uso posterior; algumas destas que foram enterradas acabam por germinar e produzem novas Bertholletia excelsa.

Fruto aberto – A maioria das sementes são “plantadas” pelas cutias em lugares escuros, e as jovens árvores acabam esperando por anos, em estado de hibernação, até que alguma árvore caia e a luz do sol possa alcançá-las.

Micos já foram vistos abrindo os frutos da Bertholletia excelsa utilizando-se de uma pedra como uma bigorna.

EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE DOCES PRODUZIDOS COM
CASTANHA DO PARÁ

Brigadeiro

Pé de Moleque

Cupuaçu com Castanha do Pará

Doce de Leite com Castanha do Pará

Observação: Existe na internet, várias receitas de como fazer doces com Castanha do Pará.
FONTE: Wikipédia, Google

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista*

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