“Restará aos amazonenses e aos comprometidos com o território assumirem seu destino”.
Não é recomendável esperar por uma prorrogação.
No jogo do futebol “ZFM”, composto de duas metades de 53 anos cada, o primeiro tempo terminou em 2020 com vitória indiscutível do povo brasileiro, o grande beneficiário dos incentivos fiscais que diminuem a pesada carga tributária do país.
No segundo tempo dos 53 anos finais, o jogo progride aos equivalentes quase 5 minutos da partida, faltando 48 anos para o seu término, e o povo continua vencendo.
Mas, a taça de campeão, equivalente à Jules Rimet do tricampeonato de 1970, não ficará no Amazonas, e deverá ser transferida aos pedaços para os diversos locais nos quais se distribuirão as várias industrias hoje estabelecidas no PIM com seus empregos e dinamização econômica, e que têm construído a vitoriosa campanha definida pelo DL 288/67.
O jogo vai continuar pelo Brasil a partir de 2073, mas a perda para a tributação não será evitada e o custo dos produtos deverá se elevar em torno de 30% em média, pesando no bolso dos consumidores, com o dinheiro entregue à conhecida, ineficiente e perdulária máquina dos governos.
Para o Amazonas, já se passaram os 45 minutos do primeiro tempo e mais 5 minutos do segundo, porém ainda falta construir um outro time para um outro campeonato ainda sem nome, apelidado por enquanto de “alternativas econômicas”.
Com as sucessivas eleições a cada 2 anos no país, mais os períodos pré-eleitorais, a agenda para o pensamento coletivo do estado fica reduzida, sendo suplantada pelos interesses pessoais dos envolvidos nas campanhas, uma característica que a maioria dos eleitores brasileiros não soube ou não quis mudar, induzidos ou não.
Este formato parece que justifica, no caso do Amazonas, porque ainda não se sabe qual o nome do próximo jogo, nem se haverá estádio e quais serão seus jogadores.
O PIM não vai tratar desta questão por ser formado por outsiders, e os operadores deste PIM deverão acompanhar seus respectivos próximos destinos onde vierem ocorrer.
Restará aos amazonenses e aos comprometidos com o território assumirem seu destino.
Não é recomendável esperar por uma prorrogação.
(*) _Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Contabilista, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM_.
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