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Os maiores municípios do Amazonas por população – Codajás

Por Paulo Almeida Filho

7 de novembro de 2022 às 13:36 Compartilhe

 CODAJÁS

Codajás é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas.

Sua população é estimada em 29 691 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021.

Primitivamente era aldeia de Cudaiá, de índios do mesmo nome, mais tarde tornou-se pousada dos índios Muras ou Môras.

Em meados do século XVIII ocupavam as margens e os lagos do rio Amazonas e Madeira. Nas imediações da localidade há numeroso lagos, bastantes piscicosos, entre eles o lago de Cudaiá, (Miuá) onde em 1864 aportou o cidadão procedente de Turiaçu, no Maranhão, José Manoel da Rocha Thury, trazendo consigo várias famílias e lançando os fundamentos de Codajás, que muito contribuiu para o crescimento do lugar, implantando uma fazenda de gado que se tornou próspera.

Nesse tempo, a localidade recebeu o nome de Barreiras de Cudajáz.

Em 26 de Julho de 1865, o deputado Padre Bernardo Ivo de Nazaré Ferreira apresentou um projeto de lei à Assembleia Provincial, e, em 30 de junho de 1868 através da Lei nº 175 passou a se chamar Freguesia de Nossa Senhora das Graças de Cudajáz.

Recebeu como de costume na época, a aprovação canônica em 26 de outubro de 1870. Codajás recebeu status de município pela Lei Provincial nº 287 de 1 de maio de 1874 (instalado: 5 de agosto de 1875).

Ciclo da borracha e a Segunda Guerra Mundial: A Segunda Guerra Mundial trouxe muita calamidade ao Amazonas, principalmente para o interior do estado. Nesse período, a depressão econômica veio dificultar, ainda mais, a vida dos ribeirinhos. Os efeitos da guerra provocaram a miséria, a fome e a depressão assolavam os moradores do município de Codajás. Ciclo evolutivo da borracha: No decorrer desse conflito mundial, registrou-se uma grande corrida aos seringais da Amazônia. Uma vez que havia necessidade de maior produção de borracha (Hévea brasiliensis), como matéria-prima para a fabricação de pneus de avião e em diferentes ramos da indústria bélica brasileira.

Nos termos do Decreto-Lei nº5813 (14 de setembro de 1943), foram recrutados cerca de 15.000 homens por ordem do Presidente Getúlio Vargas, para produzirem borracha nos seringais da Amazônia.

Vindos do Nordeste e de outras regiões do país, esses “soldados anônimos” enfrentaram um inimigo comum: As doenças (Impaludismo, Febre Negra) e a fúria dos animais selvagens existentes na região.

Os trabalhadores nacionais enviados para o vale Amazônico e os que lá já estavam, produziram no ano de 1944, cerca de Quatorze Milhões e meio de quilos de borracha, sendo que, Codajás contribuiu com a expressiva parcela de 89.928 quilos.

Pelo esforço excessivo de guerra e pela contribuição na produção da matéria-prima (borracha) como subsídio industrial de guerra, esses trabalhadores ficaram conhecidos como “Soldados da Borracha”.

Durante o período em que o Brasil estava participando do conflito, o exército ia recrutando, gradativamente, os reservistas que já haviam prestado o serviço militar.

Esses reservistas eram sorteados para inspeção em Manaus, em seguida, encaminhados para os treinamentos de guerra.

Do Município de Codajás foram sorteados para inspeção: Valdir Rosas, Antero Sampaio, Minor Sampaio, Toín (filho de Zé Onório), Raimundo Bezerra de Almeida e Moadi Braga.

Por apresentarem cartas de recomendação, apresentando-se como arrimo de família,foram liberados da inspeção, ficando para os treinamentos militares apenas Moadi Braga.

Segundo depoimentos do Sr. Moadi Braga, alguns soldados, com medo da guerra, mandavam arrancar os dentes para burlar a inspeção que era bastante rigorosa.

Na verdade, os dentes eram de vital importância para o acionamento de granadas. Acrescenta, ainda, que não participou diretamente da batalha, pois a guerra acabou antes de
serem acionados, na Itália.

Geografia – De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence à região geográfica intermediária de Manaus e à região imediata de Coari.

Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Coari, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Amazonense.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Codajás foi de 13,4 °C em 24 de fevereiro de 1986, e a maior atingiu 38,6 °C em 11 de novembro de 2007 e 25 de setembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 175,8 milímetros (mm) em 10 de dezembro de 2002. Novembro de 1993, com 873,1 mm, foi o mês de maior precipitação, seguido por março de 2017 (700,6 mm).

Turismo – O município possui, nos tempos da seca, grandes praias ao longo do rio Solimões, que constituem belezas capazes de atrair o visitante.

São realizados no município vários tipos de festas, porém as que mais se destacam são as festividades religiosas e culturais.

No período dos festejos juninos há apresentação de grupos folclóricos, como boibumbá, quadrilha, dança dos nativos, danças pop e hip-hop.

Aniversário da Cidade de Codajás – No dia 31 de março, é comemorado o aniversário do município de Codajás.

Apesar de ter sido povoada em 1875, foi apenas em 1938 que a área foi desmembrada e reconhecida como município.

Todos os anos a cidade prepara os festejos para comemorar tal data e receber os visitantes, que desfrutam as atrações culturais, musicais e gastronômicas.

Festa do Açaí – Com sua primeira edição datada de 1987, ocorre todos os anos no final do mês de abril, e conta como principais atrações a degustação do fruto, atrações musicais e o desfile das candidatas à Rainha do Açaí em trajes típicos.

Marcha Cívica – Ocorre no dia 5 de setembro, quando comemora-se a elevação do Amazonas a categoria de Província.

Neste evento celebramos a cidadania, onde escolas, associações e demais organizações provem uma parada (desfile) para população como maior demonstração democrática.

Festejos religiosos – Codajás é sede da Paróquia Nossa Senhora das Graças, fundada em 1870, ligada à Diocese de Coari com aproximadamente 40 comunidades de fé católica nas zonas urbana e rural do município.

Seguindo a tradição amazônica inaugurada pelos missionários espanhóis e portugueses que aqui pregaram desde o século XVIII, é quase impossível conceber uma comunidade de fé católica que não celebre seu padroeiro.

Na zona urbana do município, são estas as festividades, com missas e arraiais:

Municípios Limítrofes – Coari, Caapiranga, Maraã, Beruri e Anori.

Distância até a capital Manaus, é de 297 km.

Espero que tenham gostado.
Paulo Almeida Filho – Inativo/Am
FONTE: Wikipédia, Google, FIBGE

 

 

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