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‘Jornalismo especializado na Amazônia’ organizado pela professora Cristiane Barbosa pode ser baixado gratuitamente

19 de setembro de 2022 às 13:32 Compartilhe

O lançamento nacional do E-book ocorreu na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa-PB, durante o Publicom, evento integrante do 45º Congresso Brasileiro das Ciências da Comunicação (Intercom).

Imagem: Reprodução

A jornalista Cristiane Barbosa acaba de lançar, em João Pessoa, seu mais recente livro ‘Jornalismo Especializado na Amazônia’. Com a Amazônia cada vez mais em evidência, no Brasil e no mundo, o livro traz a opinião de conceituados jornalistas caboclos a respeito da região. Na primeira parte do livro constam entrevistas com profissionais de áreas especializadas como Joana Queiroz (Polícia); Fred Novaes (Economia); Fábio Melo (Política); Kátia Brasil (Meio Ambiente); Lucy Rodrigues (Cultura); e Eduardo Monteiro de Paula (Esportes). A segunda parte de ‘Jornalismo Especializado na Amazônia’ é formada por textos didáticos sobre a cobertura especializada no Amazonas. O livro, editado pela Edua (Editora da Ufam), é um projeto idealizado por Cristiane, e concretizado de forma integrada junto com seus alunos (as) de jornalismo, da Ufam.

Jornal do Commercio: O livro ‘Jornalismo Especializado na Amazônia’ seria indicado, então, para futuros comunicadores jornalísticos, ou teria outro público?

Cristiane Barbosa: É uma obra necessária tanto para alunos da área de jornalismo a fim de visualizarem e entenderem como atuam os jornalistas nas diversas especializações da área no Amazonas; quanto para os profissionais, em que podem se reconhecer e valorizar os talentos da nossa terra, haja vista que grande parte das obras sobre jornalismo é do eixo Sul-Sudeste, com ênfase nos profissionais daquelas regiões do país.

JC: Você fez o lançamento do livro há poucos dias, na Paraíba. Por que lá no Nordeste?

CB: Aproveitamos para realizar esse lançamento nacional da obra durante o evento Publicom, que fez parte do 45º Intercom (Congresso Brasileiro das Ciências da Comunicação), na Universidade Federal da Paraíba. “Investigar o jornalismo na Amazônia é não perder de vista uma série de discursos preconceituosos, construídos desde seu processo de colonização”. Com esse pensamento de Neide Gondim, no livro ‘A invenção da Amazônia’, e com o olhar na importância de refletir sobre a prática do jornalismo especializado na região é que surgiu essa obra. O objetivo principal é proporcionar aos leitores uma visão geral sobre o que está sendo produzido no Amazonas, na Amazônia Ocidental, em termos jornalísticos, sob a ótica de experientes jornalistas que produzem conteúdos direto das redações locais.

JC: Com informações vindo de ‘todos os lados’, como saber qual a verdadeira?

CB: Essa pergunta é de milhões, bem desafiante. É um exercício diário. Um estudo da Kaspersky, empresa global de cibersegurança, indica que 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa. Em tempos de pós-verdade, a checagem de informações espalhadas nas mídias digitais e portais de notícias na internet tem sido uma prática adotada nas rotinas produtivas dos jornalistas e também aderida pela sociedade em busca de dados verdadeiros. Sendo assim, deixo duas dicas: tenha cuidado ao buscar informações sobre notícias muito recentes e sempre verifique fontes oficiais de notícias e seja cauteloso e responsável ao compartilhar conteúdo duvidoso em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas ou e-mails.

JC: O que acha de determinados veículos de comunicação que, deliberadamente, criam notícias, as quais, a olhos vistos, tentam manipular.

CB: Na visão de nomes como Adorno e Horkheimer, primeiros pensadores a realizar análises mais sistemáticas sobre o tema, os meios de comunicação em larga escala moldavam e direcionavam as opiniões de seus receptores. Eles sabiam o que diziam. A criação de outra realidade se caracteriza como manipulação da notícia e isso, ao meu ver, é criminoso e causa danos irreparáveis em nossa sociedade. Assim, é criado um abismo entre o que é realidade e um mundo forçado, cristalização ideológica da realidade que seus produtores almejam e situam como verdade, conduzindo massas para interesses particulares de pequenos grupos manipuladores. Enfim, as relações entre mídia e público são demasiadamente complexas.

JC: Existem pessoas dizendo que o jornalismo é uma profissão em extinção. O que tem a dizer sobre isso?

CB: Jamais. Na minha visão, o jornalismo se fortaleceu frente a tantas adversidades recentes e ataques frontais. Na era do negacionismo, dos discursos anticiência, das notícias falsas e desinformação, o jornalismo assume um papel ainda mais crucial para a sociedade, levando informações reais e checadas para a população e contribuindo diretamente com a democracia. Quanto a nós, aqui do Norte, mais obras tipo ‘Jornalismo Especializado na Amazônia’, virão para fortalecer as referências bibliográficas sobre o jornalismo no Amazonas.

Baixe o e-book gratuitamente no link: https://bit.ly/JornalismoEspAm

 

Fonte: Jornal do Comércio

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